Colônia
A Colônia de Itajahy foi fundada em 4 de agosto de 1860. O diretor da colônia, Barão de Schnéeburg, desembarcou com os primeiros imigrantes de origem alemã no porto de Itajaí. Os cinqüenta e quatro colonos se dirigiram à colônia de canoas e balsas. Assim relata o barão de Schnéenurg:
"Quando recebi o terreno destinado pelo Governo Imperial para o estabelecimento desta Colônia, me foi indicado pelo então Delegado de terras públicas, o Sr. Major Albim, um terreno na margem esquerda do rio Itajaí-mirim, fronteiro ao lugar chamado Vicente Só, na margem direita do mesmo rio, para Sede da Colônia, por ser o único apropriado a um egresso fluvial, onde, de fato esta Sede foi estabelecida."
Os primeiros imigrantes alojaram-se no engenho do pioneiro Pedro José Werner até que, aos poucos, foram desbravando e ocupando terras às margens do rio Itajaí-mirim. O rio era, na época, a única forma de comunicação e transporte.
Os imigrantes alemães ocupavam-se com a agricultura, iniciando mais tarde intercâmbios comerciais com Brusque (como passou a ser conhecida a colônia de Itajaí, em homenagem ao presidente da província, Dr. Francisco Carlos Araújo Brusque), Blumenau e demais colônias do vale.
Os imigrantes poloneses, que chegaram em 1889 em Brusque, possuíam conhecimentos têxteis. Esses iniciaram, então, uma indústria doméstica de teares manuais de madeira. Entre as famílias que constituíram a base para o desenvolvimento têxtil da região, cita-se: Carlos Renaux, Gustavo Schlösser, João Bauer, Rodolpho Tietzmann e Edgar Von Büettner. Desde então, a principal fonte econômica de Brusque é a indústrias têxtil.
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]Procedência dos imigrantes
Os primeiros imigrantes, cerca de 54 colonos, eram de origem alemã. No ano de 1863, habitavam a colônia 938 colonos alemães, dos quais 659 eram católicos e 279 protestantes, procedentes da Baviera e Holstein.
Em 1889, imigrantes poloneses, um pequeno grupo originário de Lodz, chegou a Brusque.
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]
História
"Seguíamos em bando descalços até o pasto do ´Kolach´, lá lavávamos os pés no rio e colocávamos os calçados. O restante do caminho fazíamos com calçados nos pés. Assim, sempre, todo Domingo".
O esposo de D. Evanir, Sr Natalino Heinig ainda acrescenta:
"E, nas épocas de natal, quando ganhávamos as lembrancinhas, pegávamos carona em um dos caminhões da olaria do S. Ivo (atual, Cerâmica Heinig)".
As famílias que se mobilizaram para a construção de um local de encontro residiam e algumas ainda residem nos bairros Steffen, Bateas e proximidades da Rodovia Ivo Silveira.
Segundo informa a ata da comunidade:
"Aos vinte e um dias do mês de janeiro, de um mil novecentos e setenta e dois, reuniram-se na localidade de Bateias, na casa do Sr. Albino Löschner, às 19:30 horas, famílias da referida localidade e da Rodovia Ivo Silveira para conversar sôbre a possibilidade de construir um salão para os trabalhos da Escola Dominical, dos Estudos Bíblicos e realização de cultos. Residem nas imediações da localidade cerca de 45 famílias. [...]"
Na ocasião, foi formada uma “comissão de construção” e também iniciou-se a campanha de um ano para a arrecadação de fundos. O terreno foi doado pelos senhores Henning Jönk e Ademar Heinig, na entrada da velha estrada Blumenau (a nova, hoje é a Rod. Ivo Silveira). A construção seria dividida em 4 salas, tendo 10 metros de comprimento e 8 metros de largura. Ainda na ocasião, foi planejada uma festa em benefício da construção, a ser realizada no lançamento da Pedra Fundamental. Além disso, foram planejadas visitações para o arrecadamento de fundos.
No dia 16 de março de 1972, reuniram-se 10 pessoas na casa do Sr. Bruno Jönk para discussões referentes à campanha de arrecadação de fundos. Assumidos os compromissos e contentes com a estimativa, foi formada uma comissão administrativa, que iniciou as visitações.
Na manhã ensolarada do dia 23 de julho de 1972, foi lançada a Pedra Fundamental do Centro Evangélico, num culto festivo, realizado pelo P. Werner Brunken, com a presença do Coral Comunidade de Brusque e o Coro de Trombones. O culto oficiado baseou-se na leitura de Gálatas 6. 6-10 (“O que o homem semear, isso também ceifará”). Na batida do martelo foram feitas doações para a construção do Centro Evangélico.
"E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda terra está cheia da sua glória" (Is 6. 3). Com estas palavras, na manhã do dia 18 de março de 1973, foi desatada a fita e abertas as portas do Centro Evangélico de Bateias. Estavam presentes o Pastor Regional Heinz Ehlert, o Presidente Paroquial [?], o Pastor Werner Brunken e muitas outras pessoas. O texto do Evangelho de Mateus 15. 21-28 foi usado para a pregação, responsabilidade do Pastor Regional. Desde então, as atividades eclesiais em Bateas são realizadas em um único lugar, a "Casa de Deus".
Em 25 de Novembro de 1973, foi realizada uma Assembléia Geral Extraordinária, para eleger a primeira diretoria da comunidade recém formada. A diretoria foi composta pelos senhores: Hermes Humberto Heinig (presidente), Roland Heinig (vice-presidente), Henning Jönk (1° secretário), Ivo Heinig (2° secretário), Egon Westphal (1° tesoureiro), Natalino Heinig (2° tesoureiro) e Max Teske, Ivo Ristow e Waldemar Weihrauch (vogais). Desde então não houve novos registros no livro de atas, até 1978.
Em 04 de maio de 1978, os membros da diretoria reuniram-se para esclarecer propostas de derrubada de uma parede interna no Centro Evangélico para obtenção de mais espaço. Esta proposta foi negada, pois segundo a maioria isso aumentaria os problemas com a limpeza.
Na época, várias famílias eram responsáveis pela limpeza do Centro Evangélico. Este revezamento, entretanto, não mais funcionava. Decidiu-se então, na mesma reunião, que uma única família assumiria o compromisso de manutenção e limpeza do terreno e do Centro Evangélico. O Sr. Natalino Heinig colocou-se a disposição para a realização desse trabalho e ainda se dispôs a plantar palmeiras e árvores sombreiros nas redondezas. As mudas foram providenciadas pelo atual presidente, Sr. Hermes Heinig.
Com a construção do templo (1982), o Centro Evangélico foi ocupado para a realização de encontros da OASE, Juventude, Culto Infantil e reuniões.
Desde janeiro de 2002, a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Bateas é sede da Paróquia Evangélica Luterana Martim Lutero. A Comunidade possui atualmente (2007) 606 membros: 207 titulares, 154 cônjuges e 245 filhos.
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]Templos
A fita inaugural foi cortada pelos dois casais mais idosos da comunidade: Osvaldo e Leonora Heinig e Ervino e Elza Jansen.
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]
Torres
"Aos três dias do mês de dezembro de um mil novecentos e setenta e oito, em culto solene realizado às 9 horas, foi inaugurada a Torre e o Sino da Igreja de Bateas. O ato inaugural foi presidido pelo pastor Valmor Weingärtner, que leu palavras da primeira epístola de Paulo aos Coríntios, capítulos 13, e buscou sua pregação em Jeremias 22, versículo 29, onde lemos: “Ó terra, terra, terra, ouve as palavras do Senhor”. Estas mesmas palavras do profeta Jeremias estão inscritas sobre o sino hoje inaugurado. [...] Hoje todos estão muito felizes, e agradecidos a Deus, nosso Senhor, que podem inaugurá-la e dedicar também esta construção e este sino ao serviço do Senhor da Igreja. [...]"
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]
Sinos
Vinte e quatro dias mais tarde, foi eleita a segunda diretoria da comunidade, que assumiu o projeto de construção da torre e a instalação do sino. O Pastor Valmor apresentou os orçamentos de sinos.
[Danilo. História da Comunidade Evangélica de Bateas. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana Martim Lutero).