Sínodo Evangélico-Luterano de Santa Catarina, Paraná e Outros Estados do Brasil (1905-1962), também denominado de Sínodo da Caixa de Deus
Autor: Wilhelm Wachholz
RESUMÉ
A) Designações do Sínodo
Evangelisch-Lutherischen Synode von Santa Catharina, Parana und anderen Staaten (1905- ) [Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados] 1
Deutsche Lutherische Kirche in Brasilien (1933-____) [Igreja Luterana Alemã no Brasil]
B) Periódicos Oficiais
“Evangelisch-lutherisches Gemeindeblatt” (desde julho de 1905) [Boletim Evangélico-Luterano para as Comunidades] 2
C) Estatísticas
1) Pastores
Por volta de 1929: 353
Fins de 1938: 27 (um diácono) 4
2) Pontos Preg.+Comunidades Paróquias Famílias Pessoas
1905 8 + 55
1910 18 + 116
1916 24 + 257
1925 47 + 798
±1929 39.5329
1930 50 + 9310
Fins de 1938: 66 + 122 31 9.150 54 mil11
1935 73 + 11312
1940 46 + 11313
Em 1948: 29 71 mil
1945 14 + 10314
1950 32 + 11015
1954 49 + 14616
Em 1955 15.42817
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1.0 - História
1.1 – Dos Antecedentes Históricos até a Primeira Guerra Mundial
A primeira das Caixas de Deus18 foi fundada em 1853 pelo P. L. A. Petri em Hanôver. Em 1892 as sociedades da Caixa de Deus já estavam integradas e atuavam conjuntamente nas Igrejas territoriais luteranas através de uma Conferência de Delegados fundada em 188019.
Em 1892, o P. Johann[es] Friedrich Brutschin (1844-1919) já havia dirigido um pedido à Caixa de Deus para que enviasse pastores. Inicialmente o assunto foi tratado pelo Sínodo Luterano de Iowa/EUA. Depois das tratativas fracassadas, a Caixa de Deus da Baviera assumiu o campo de trabalho no Brasil. Seu presidente, o P. Eduard Stirner, convenceu seu sobrinho, o P. Karl Otto Kuhr (1864-1938), que trabalhava como pregador itinerante no Sínodo de Ohio, e formado no seminário em Neuendettelsau, fundado por Wilhelm Löhe (1808-1872), a trabalhar no Brasil. Outros pastores seguiram o mesmo caminho que Kuhr iniciando o trabalho em Santa Catarina20.
Em meados de 1899, os pastores se reuniram na “Conferência Pastoral Evangélico-Luterana de SC, PR e outros Estados” cuja denominação, no entanto, original segundo os livro de atas era “Sínodo Evangélico-Luterano no Brasil”. Na verdade, não se tratava de um sínodo constituído da união de comunidades, mas de um “Sínodo Pastoral”. Têm-se aqui uma compreensão eclesiológica diferente, muito mais hierárquica, segundo a qual a Igreja é edificada por pastores que se reúnem em conferências mensais e, anualmente, numa assembléia geral21.
Muito cedo, o trabalho da Caixa de Deus avançou pelo Paraná (PR). Também chegaria ao Espírito Santo (ES) através do P. Phillip Peter (nasc. 1878) que assistia pastoralmente as comunidades de Santa Joana, Vinte e Cinco de Julho e Santa Maria. Peter foi enviado em 1901 pelo Seminário de Pregadores de Kropp (Silésia) depois que um pequeno núcleo de colonizadores se sentiu insatisfeito com a assistência dispensada pelas indecisões do envio de um pastor pelo Conselho Superior Eclesiástico de Berlim (CSEB) ou pela Sociedade Evangélica para os Alemães Protestantes na América (Sociedade Evangélica de Barmen – SEB) 22.
A idéia da fundação de um Sínodo no Brasil surgiu fora do território brasileiro. No início do 1904, por ocasião do jubileu de 25 anos da Caixa de Deus da Baixa Saxônia, propôs-se a fundação de um sínodo de comunidades no Brasil. O P. Stirner encaminhou a proposta que foi bem-vinda pelos pastores Kuhr, Johann Konrand Roesel (1872-1916), Ferdinand Schluenzen (1880-1954), Friedrich Wilhelm Bartelmann (1873-1924), Gottfried Riegel (1870-1950) que se reuniram em 5 de setembro de 1904 em Estrada da Ilha/SC23.
A fundação do Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados da América do Sul – esta foi a denominação! – ocorreria no ano seguinte, em 9 de outubro, na Igreja de Estrada da Ilha, com a presença de oito pastores, a saber: Kuhr, de Curitiba/PR, Karl Bergold (1870-1949), de Indaial/SC, Friedrich Bühler (1866-1926), de Joinville/SC, Roesel, de Itoupava/SC, Riegel, de Estrada da Ilha/SC, Christian Wiesinger (1878-1951), de Castro/PR, Schlünzen, de Brüdertal/SC e Bartelmann, de Pedreira/SC. Aderiram por escrito os pastores Johannes Knoerr (nasc. 1878), de Cupim/PR, Heinrich Wrede (fal. 1945), de Santa Maria/ES e Peter, de Santa Joana/ES. Declararam a adesão os seguintes delegados presentes pelas respectivas comunidades: Eduard Tanke (Castro/PR), Karl Roloff (Curitiba/PR), Friedrich Pabst (Quilômetro 21) e Heinrich Dietz (Pedreira/SC). Por escrito, ainda aderiu ao sínodo a comunidade de Cupim/ES24.
A composição da diretoria indica claramente tratar-se mais de um sínodo de pastores do que de comunidades, a saber: P. Karl Otto Kuhr (presidente), P. Karl Bergold (vice-presidente), P. Riegel (secretário) e P. Bühler (tesoureiro) 25.
Territorialmente o Sínodo se expandiu rapidamente até 1914. Aderiram ainda Ponta Grossa/PR (1906), Papagaios Novos/PR (1909), Estrada da Ilha/SC, Gonçalvez Júnior (Irati/PR) e Ipiranga (1910), Itoupava Rega/SC, Massaranduba/SC, Guarani Assu, São Roque e Santa Joana (1911) e Rio Negro/PR (1912). Esta rápida expansão ocorreu, como já mencionado, por causa da política de pessoal da Caixa de Deus. Muitos pastores foram enviados sem comunidade de destino. Estes trabalhavam como auxiliares de pastores até que encontrassem uma comunidade própria26.
Cabe chamar a atenção a estreita relação que havia deste Sínodo com o Sínodo de Missúri (EUA). Desde julho de 1905, surgia o “Evangelisch-lutherisches Gemeindeblatt”. Nos primeiros anos da publicação, ao lado da cabeça de Lutero, figurava a frase “A palavra de Deus e a doutrina de Lutero jamais passam”, frase esta de autoria do fundador do Sínodo de Missúri, C. F. W. Walther. Alguns anos depois a frase será substituída pela de Lutero: “Que deixem a palavra em paz” 27.
O trabalho deste Sínodo, ao lado e em oposição à “Associação Evangélica Alemã de Comunidade de Santa Catarina” não ocorreu sem conflitos. Em 1908, em Nürnberg, Baviera, Alemanha, aconteceria uma reunião do CSEB e da Caixa de Deus para tratar dos conflitos. Decidiu-se que o trabalho no Espírito Santo e nas regiões central e meridional de Santa Catarina, regiões onde a Caixa de Deus ainda não havia penetrado, seriam reservadas aos sínodos ligados ao CSEB. A Caixa de Deus também deveria entregar as paróquias de Indaial e Itoupava e abrir mão da pregação itinerante no braço-sul do Itajaí e Lontras. Já o CSEB concederia o Paraná como campo de atuação à Caixa de Deus. Apesar disso, ocorreram protestos dos pastores da Caixa de Deus em Santa Catarina. Somente com o passar das décadas as tensões seriam gradativamente abrandadas28. No Espírito Santo ocorreu um acordo entre o Sínodo Evangélico Luterano e o Sínodo do Brasil Central no ano de 1919 que “tinha por objetivo o intercâmbio de comunidades e capelas isoladas, a fim de criar paróquias coesas uniformes” 29. O acordo, que significaria um grande sacrifício para os pastores do Sínodo do Brasil Central, pois trocariam comunidades de 200 membros por de 60, se mostrou pouco eficiente. Em 1925 novamente ocorreu uma negociação entre ambos os sínodos que previa uma delimitação territorial de áreas de atuação. Em 1926, ocorreria um acordo com a Associação Evangélica de Comunidades de Santa Catarina que visava ao fim do proselitismo e respeito aos limites geográficos30.
A respeito das tensões entre o Sínodo Evangélico Luterano com o Sínodo do Brasil Central e a Associação Evangélica de Comunidades, em 1933, o presidente da Associação, P. Wilhelm Scheerer (nasc. 1897), mencionou “que os membros das comunidades luteranas de modo algum têm consciência de uma diferença confessional de nossas comunidades” 31. As causas das tensões seriam políticas, decorrentes do preço mais baixo estabelecido para as contribuições dos membros às comunidades filiadas ao Sínodo Evangélico Luterano.
1.2 – A Primeira Guerra Mundial e Conseqüências
A Primeira Guerra Mundial trouxe muitas dificuldades especialmente em território catarinense. Todas as escolas alemãs foram fechadas em Santa Catarina. Aqui como no Paraná foi decretado estado de sítio32.
Depois da Primeira Guerra Mundial, o Sínodo entrou em forte crise financeira, pois, devido às contribuições mais baixas que cobrava de seus membros, dependia mais do auxílio do exterior do que os outros sínodos. Contudo, as sociedades da Caixa de Deus não mais puderam auxiliar o Sínodo devido à guerra e à inflação na Alemanha. Em 1923 se procedeu a uma subdivisão do Sínodo em dois distritos (Norte = Espírito Santo e São Paulo; Sul = Santa Catarina e Paraná) por dificuldades financeiras – o Distrito Norte deveria ser administrado por diretoria própria, cujo presidente integrava a diretoria sinodal, ao passo em que o Distrito Sul seria administrado diretamente pela diretoria sinodal33.
Neste contexto, durante a primeira metade da década de 1920, ocorreram negociações com o National Lutheran Council, Sínodo de Iowa – vale a pena lembrar que o P. Otto Kuhr havia atuado neste sínodo antes de vir ao Brasil! – e de Ohio, que até mesmo previam uma filiação do sínodo ao luteranismo norte-americano. Em 1922 Iowa prometeu assumir as dívidas do Sínodo e auxiliar anualmente por pelo menos três anos com US$ 3 mil, mas só auxiliou até 1924. Ohio, que passou a auxiliar o Distrito Norte com US$ 1.800, começou a atrasar o envio das remessas em 1928. Como, no entanto, os norte-americanos não se mostraram financiadores fortes, não correspondendo às expectativas, a filiação ao luteranismo norte-americano não se concretizou34. Por parte dos círculos pangermanistas, o Sínodo foi duramente criticado pelos contatos realizados com os EUA por infidelidade “à causa alemã” levando o P. Bühler a defender o Sínodo afirmando que eram alemães aqueles dos EUA “que nos ajudam” e que “somos evangélico-luteranos. E isso é autenticamente alemão.” 35
1.3 – Da Filiação à Federação Eclesiástica Evangélica Alemã à Ideologia do Germanismo
A partir de 1925, a Caixa de Deus alemã passou novamente a auxiliar o Sínodo, mas também não com valores suficientes. Politicamente, a Caixa de Deus rejeitava a filiação do Sínodo à Federação Eclesiástica Evangélica Alemã (FEEA), por isso, em 22 de agosto de 1927, o Sínodo requereu filiação à Igreja Territorial Luterana da Baviera que, no entanto, em 31 de janeiro de 1931, indeferiu o pedido sob alegação de que não queria assumir sozinha o financiamento do Sínodo e recomendou a filiação do Sínodo à FEEA. Além disso, o Departamento da Federação da Igreja Evangélica da Alemanha era contrário a esta filiação argumentando que deveria haver uniformidade em questões de diáspora36.
A filiação à FEEA, no entanto, ainda não se concretizaria naquele ano. Um professor de nome Ulmer (Erlangen) chamou a atenção do presidente da Convenção Luterana Mundial, J. A. Morehead, que estava ligado à United Lutheran Church in America (ULCA). A ULCA demonstrou-se disposta a filiar o Sínodo. Contudo, segundo o ex-prepósito Erwin Hübbe, havia risco de divisão no Sínodo, pois o Distrito Norte desejava filiar-se à FEEA. Diante desta situação, o prepósito Hübbe viajou para a Alemanha, onde, em 25 de novembro de 1932, após negociações, conseguiu a filiação do Sínodo à FEEA que passaria a vigorar a partir de janeiro de 193337. Com a filiação – a exemplo do Sínodo Rio-Grandense que também se filiou como corporação eclesiástica! – o Sínodo passou à dependência direta do Departamento do Exterior, criado em 193438.
A filiação à FEEA trouxe tensões entre esta e a Federação Martinho Lutero, desta com o Sínodo e no interior do próprio Sínodo. De outro lado, esta filiação representou um marco fundamental na história do Sínodo e para a compreensão da história da IECLB, pois a filiação significou uma lenta aproximação e cooperação com os “sínodos unidos”, em especial, da Associação Evangélica de Comunidades, mas também do Sínodo Rio-Grandense e do Sínodo do Brasil Central, pois a FEEA trabalhava em conjunto com o CSEB com o qual estes três sínodos se relacionavam desde suas respectivas fundações. Além disso, por influência do Sínodo Evangélico-Luterano, a longo prazo, a aproximação aos outros contribuiria para fortalecer o elemento luterano nos demais sínodos e na própria IECLB39. Embora ainda surgissem problemas de limites geográficos de atuação entre o Sínodo Luterano e a Associação, a filiação daquele à FEEA tornou as relações mais fáceis40. Mesmo assim, as lideranças de ambos os sínodos ainda não cogitavam uma uniformização organizacional sobre uma “base luterana moderada” 41. Pelo contrário, pois na conferência intersinodal ocorrida em Jaraguá do Sul em 27 de julho de 1934 se tratou de solucionar numerosos problemas de divisas entre ambos os sínodos, como, por exemplo, a filiação da comunidade luterana de Curitiba à Associação em troca da cedência de cerca de 1.340 famílias de Indaial e Massaranduba ao Sínodo Luterano. Problemas de limites geográficos ainda surgiriam em 1936, contudo, em 1938, o conselheiro-mor Dr. Schröder manifestou a esperança de grande colaboração entre ambos os sínodos42.
Através da Escola de Erlangen, os pastores do Sínodo se tornaram bastante suscetíveis à ideologia do nacional-socialismo. Isso pode ser percebido num artigo do P. Knoch publicado no Evangelisch-Lutherisches Gemeindeblatt em novembro de 1933:
Em nosso povo acabou-se radicalmente com o funesto sistema do parlamentarismo. Ele foi substituído pelo sistema consciente do Führer, fundamentado na ordem da criação divina, e que se revelou como valioso na história da humanidade. A alegre e espontânea obediência ao Führer cria entusiasmo, clareza nos objetivos e energia. Isso são qualidades valiosas que, quando empregadas para a realização do bem, têm que resultar em bênção para a humanidade.
Também para nossa vida cristã-religiosa temos a necessidade de tais personalidades de liderança. Sem dúvida, nosso Salvador é Führer e modelo, mas também sempre precisamos de modelos humanos. Assim nosso “teuto-cristão” luterano Martinho Lutero é nosso Führer. Amém.43
Em 1934, o Evangelisch-Lutherisches Gemeindeblatt passou a publicar com freqüência temas como germanismo de Lutero, Lutero como Führer, piedade teuto-étnica e até mesmo um artigo comparativo entre Lutero e Hitler. Em 1935, o jornal passou a publicar artigo focando a ideologia do sangue e da raça, segundo a qual, “\\\\’nenhum cristão sensato nega que sangue e raça são criações de Deus\\\\’”. 44 Prien, conclusivamente afirma:
O dilema do entrelaçamento de Evangelho e etnismo [levou a que] [...] os sínodos de imigração consideravam o trabalho etnista como elemento irrenunciável de seu trabalho. [...]
Com isso, o Evangelho estava amarrado não apenas ao etnismo, e, sim, adicionalmente, à ideologia nacional-socialista [...]. Como aqui a Igreja ainda era considerada aliada do PTNSA [NSDAP45], certamente a maioria dos pastores sequer entendeu o dilema nem percebeu que a Igreja era considerada pelo Partido tão somente como aliada tática. [...] Portanto, onde teria sido necessária uma discussão teológica, aceitava-se, com prazer, a ajuda do Partido no espírito do antiamericanismo étnico-alemão. 46
Em 1933 nome do Sínodo foi alterado para “Igreja Luterana Alemã no Brasil” elegendo-se o P. Ferdinand Schlünzen como presidente o qual exerceu este cargo até 1954. Ele foi sucedido pelo P. Friedrich Wüstner (nasc. 1903) que exerceu a função até 1962/63. Neste ano, a “Igreja Luterana no Brasil” – agora já integrada na Federação Sinodal – e o Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná, cujos campos de atuação se entrecruzavam, se reuniram no Sínodo Evangélico Luterano Unido47.
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2.0 – A CONFESSIONALIDADE
O Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e Outros Estados do Brasil estabeleceu como normativo a “Sagrada Escritura e os Escritos Confessionais da Igreja Evangélica Luterana, quais sejam: os três Símbolos Confessionais Ecumênicos, a Confissão de Augsburgo inalterada, a Apologia da mesma, os Catecismos Maior e Menor de Lutero, os Artigos de Esmalcalde e a Fórmula de Concórdia.” 48
Se compararmos os estatutos da Associação Evangélica de Comunidades e Sínodo Evangélico-Luterano é interessante observar o que viria ser a orientação confessional a partir de 1962, quando ambos se fundiram constituindo o Sínodo Evangélico Luterano Unido. Os estatutos (Art. 2) estabeleceram que: “O Sínodo Evangélico Luterano Unido tem por missão manter e propagar o Evangelho de Jesus Cristo, baseando-se nas Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento, professando as confissões da Reforma de Martin Luther, sobretudo a Confessio Augustana e o Catecismo Menor de Martin Luther.” 49
Pode-se concluir que ocorreu um “ir ao encontro” mútuo. Enquanto a Associação Evangélica de Comunidades permitiu uma clareza maior do que simplesmente referência às “confissões da Reforma Luterana”, o Sínodo Evangélico-Luterano “abriu mão” do Catecismo Maior de Lutero, da formulação “inalterada” (Confissão de Augsburgo), da Apologia, dos Artigos de Esmalcalde e da Fórmula de Concórdia (obviamente deve-se observar que os estatutos de 1962 não necessariamente os excluem ao mencionarem somente “as confissões da Reforma da Martim Lutero, sobretudo a Confessio Augustana e o Catecismo Menor de Martim Lutero”, mas também não os contemplam necessariamente).
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3.0 – PRESIDENTES E VICE-PRESIDENTES
P. Karl Otto Kuhr 1905-1923
P. Karl Bergold 1905-1923(?)
P. Karl Bergold 1923-maio/1933
P. Wilhelm Fugmann ____-1932 (renunciou)
P. Ferdinand Schlünzen 1932(?)-1933
P. Ferdinand Schlünzen maio/1933-1954
P. Hans Müller maio/1934-_____
P. Fritz Wüstner 1954-____50
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Estatutos da Igreja Lutherana Allemã no Brasil
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BIBLIOGRAFIA
ANTE-PROJETO DA ORDEM DO SINODO EVANGELICO LUTHERANO UNIDO revisado em Joinville em 7 de agosto de 1962 (AHIECLB, SELU 1/1).
PRIEN, Hans-Jürgen. Formação da Igreja Evangélica no Brasil; das comunidades teuto-evangélicas de imigrantes até a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis, 2001. 581 p.
SATZUNGEN DER DEUTSCHEN LUTHERISCHEN KIRCHE IN BRASILIEN, s.d. (AHIECLB, SE 8/1)
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SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg; Ursprung und Gestaltung deutschen evangelischen Kirchentums in Brasilien. Berlin/Leipzig: Walter de Gruyter, 1936. 418 p.
WACHHOLZ, Wilhelm. “Atravessem e Ajudem-nos”; a atuação da “Sociedade Evangélica de Barmen” e de seus obreiros e obreiras enviados ao Rio Grande do Sul (1864-1899). São Leopoldo: EST/Sinodal, 2003. 657 p.
WÜSTNER, Fr.[itz] (Apres.). Lutherische Kirche in Brasilien; Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955. São Leopoldo: Rotermund, [1955?]. 28 p.