Colônia
A fundação de Curitiba data 1654; ao final do século XVII foi elevada à vila e, em 29 de agosto de 1853, à capital da província1, quando o Paraná foi desmembrado de São Paulo2.
O primeiro alemão que fixou residência em Curitiba foi Michel Mueller, que possuía uma ferraria e era artífice. Ele se casou em 1833 com Anna Krantz em Curitiba. Seguiram-no as famílias Krantz e Ploetz (antes de 1836), Pichete e Stresser e Schleder (por volta de 1840). O primeiro colono que exerceu a atividade agrícola de forma intensiva foi Wilhelm Mayer3.
Na década de 1850, especialmente nos anos de 1854 a 1856 estabeleceram-se pessoas vindas da abafada e na época insalubre Joinville (Dona Francisca/SC)4.
Procedência dos imigrantes
Os primeiros alemães chegaram por volta de 1829/1830 originários da Renânia, chamados de Mosel-Schwaben. O estabelecimento mais significativo de alemães em Curitiba se deu com a fundação da colônia Dona Francisca (Santa Catarina), a partir do ano de 1850, especialmente entre os anos de 1854 e 1856 e 1868 e 1869. A maioria destes imigrantes era de origem pomerana5 embora também se pudessem encontrar alemães de outras origens, bem como também suíços e poloneses6.
História
Em 1857 foi concedido um cemitério aos protestantes. Friedrich Prohmann foi o primeiro a ser enterrado neste cemitério em 20 de agosto de 18577. O cemitério motivou à criação de uma associação que, finalmente, impulsionou o surgimento posterior da comunidade8.
A comunidade de Curitiba propriamente dita foi fundada pelo P. August Boecker, enviado pela Sociedade Evangélica de Barmen, em 1872. A primeira fundação de comunidade ocorrera em 1866/1867, através do professor Friedrich Gaertner. Se até então os alemães nacionalizados deixaram que seus filhos e filhas fossem batizadas pela Igreja Católica brasileira e estudassem nas escolas do governo, perderam de vistao plano de fundarem escola e igreja alemãs. Buscaram no professor Friedrich Gaertner, o qual já havia se oferecido como pastor na colônia de Dona Francisca e, por isso, já estava registrado pelo governo para o exercício da atividade pastoral, conforme rezavam as leis da época. Ele iniciou seu trabalho na escola e na comunidade no primeiro domingo do Advento de 1866. Havia cursado em um Seminário em Meclenburgo e recebeu reconhecimento por sua atuação na escola. Posteriormente, em meio a conflitos, a parte da comunidade que se opôs a Gaertner chamou o P. Kröhne, da colônia de Taquara do Mundo Novo, no Rio Grande do Sul. Kröhne chegou em fevereiro de 1870 em Curitiba. Assim, até novembro de 1870, quando Gaertner veio a falecer, havia dois pastores em Curitiba. Como o P. Kröhne não queria assumir as atividades na escola, entrou em conflito com a comunidade em 1871. Esta se dirigiu à Sociedade Evangélica de Barmen, pedindo de envio de um pastor, sendo enviado o P. August Boecker9. Esta época também marcou a fundação da comunidade, cujos fundadores e presbitérios foram Wilhelm Meyer, Bernhard Weigang, Wilhelm Ebert, Friedrich Warnecke e August Schulze10.
Após o pedido por envio de um pastor da Alemanha, decidiu-se pela construção de uma casa de dois andares, devendo servir parte de baixo como igreja e escola e a de cima, como moradia do pastor. Até então a comunidade não contava com espaços próprios para a realização de atividades comunitárias, tendo que alugar imóveis para isso. A comissão encarregou um engenheiro para elaborar um plano de construção. A construção era de madeira e custou 5 contos de réis, arecados em parte junto aos membros da própria comunidade e em parte doados pelo governo.11.
A vinda do pastor Boecker esteve ligada à visita do P. Hermann Borchard à comunidade de Curitiba, ocorrida em 7 de janeiro de 1872. Borchard, enviado pelo Conselho Superior Eclesiástico de Berlim a São Leopoldo, tinha como objetivo reorganizar e reunir a comunidade. Ele pregou três vezes na comunidade e dirigiu três reuniões comunitárias, nas quais se decidiu que se pediria pelo envio de um pastor de Barmen, que receberia 600 Milréis e que deveria lecionar 20 horas de aula. Nesta ocasião também se decidiu pela construção de uma igreja, uma escola e uma casa pastoral12.
Por volta de 1874 havia 160 famílias-membro na comunidade. O presbitério era composto por August Schütze (tesoureiro na construção do templo), H. Friedrich Warnecke (tesoureiro da comunidade), Heinrich Friedrich Wendt, August Beyer, Johann Meister, Karl Roloff e August Schneider13.
Na virada do século XIX para XX, a Sociedade Evangélica de Barmen enfrentava dificuldades financeiras impedindo-a de auxiliar as comunidades. Diante destas dificuldades e da necessidade de pastores, abriram-se as portas para que a Associação Caixa de Deus atuasse na região14.
No final do século XIX, como as aulas de ensino religioso haviam sido abolidas da escola comunitária, o P. Siegfried Schulz pediu para que as mesmas fossem novamente introduzidas, pois as crianças não tinham mais conhecimento religioso. A escola, no entanto recusou este pedido. Por isso, o P. Siegfried Schulz fundou uma escola evangélica comunitária, o que resultou em uma divisão na comunidade. A parte contrária a Schulz, liderada por Friedrich Gaertner, filho do antigo professor de mesmo nome, fundou uma comunidade evangélico-luterana, tomando a escola do P. Siegfried Schulz e elegendo como seu pastor Otto Kuhr do Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados. O P. Siegfried Schulz chamado pelo Conselho Superior Eclesiástico de Berlim, voltou à Alemanha. A comunidade, rompeu sua filiação com o Conselho Superior Eclesiástico de Berlim e, em 1900, elegeu como pastor Gustav Berchner, formado em Basiléia, e que, anos antes, havia se estabelecido como pastor em Ponta Grossa. Berchner não estava ligado a nenhum Sínodo, trabalhando de forma autônoma15.
Assim, Curitiba passou a ter duas comunidades. Uma evangélica e a outra evangélico-luterana.O A comunidade evangélica, que havia rompindo com Conselho Superior Eclesiástico de Berlim, filiou-se novamente ao mesmo por ocasião do jubileu de 25 anos da atuação do P. Berchner na comunidade (1926) por intermediação do prepósito Huebbe16.
O pastor itinerante para o Paraná, P. Wiedmer, que atuava em Lapa e Rio Negro, se associou à Associação de Comunidades Evangélicas em Santa Catarina17.
De 1870 a 9 de fevereiro de 1929, haviam sido realizados 6.630 batismos, 4.120 confirmações, 1.253 casamentos e 2.914 sepultamentos. Só no ano de 1928 foram realizados 151 batismos, 78 jovens foram confirmados, 45 casais adquiriram matrimônio e 84 pessoas foram sepultadas18.
Por volta de 1928 havia em torno de 900 famílias membro, abarcando 5.400 pessoas na comunidade. A contribuição de cada família ficava em torno de 1$500, entretanto muitos doavam espontaneamente grandes quantias19.
Por volta de 1929, a diretoria da comunidade era assim composta: como presidente Daniel Petersen, como tesoureiro Max Amhoff, como secretário Paul Leindorf, como organista Professor A. Staude e como diretora do jardim de infância a senhorita Geckert20.
Nos dias 8 e 10 de novembro de 1935, a Comunidade Evangélica de Curitiba festejou o seu Jubileu de 75 anos de fundação. O primeiro culto teuto-evangélico foi celebrado ali em 1860. O dia 8, no período da noite, foi marcado por cantos de corais e pela reflexão trazida pelo pastor da comunidade: O que nós devemos a nossa Igreja evangélica alemã? Também na mesma noite, teve lugar a leitura e partilha de cartas de congratulações enviadas à comunidade de Curitiba por comunidades evangélicas de Santa Catarina, Paraná e também da comunidade católica alemã de Curitiba21.
No domingo, dia 10, estando a igreja ricamente enfeitada, foi celebrado um culto, sendo a pregação trazida pelo P. Soboll, de Corupá/SC (Hansa-Humboldt). A liturgia do culto seguiu a Ordem da Missa Alemã de Lutero. Ao culto, seguiu-se uma festa comunitária22.
A comunidade se unificou com a de Cristo em 1947, passando a denominar-se Comunidade Evangélica de Confissão Luterana23.
Templos
Motivados pelo P. Borchard, quando de sua visita à Curitiba, os membros da comunidade doaram voluntariamente 2:000$000 para a construção da igreja e da escola. O P. August Boecker, enviado em 1872, juntamente com os seis responsáveis pela diretoria da comunidade, decidiu construir primeiramente uma casa pastoral, em 1873, que era utilizada como igreja e escola24. Por volta de 1872, uma comissão foi encarregada pela construção de um prédio de dois andares sendo a parte inferior prevista como igreja e a superior, como residência pastoral25.
Sob a direção do engenheiro Wieland, foi construída a primeira igreja evangélica de Curitiba, inaugurada em 1881, para a qual a comunidade doou 5.000 Milréis e o governo brasileiro 2.500 Milréis, além do auxílio de correligionários no valor de 500$00026. Como a Constituição Imperial proibia a construção de casas de cultos evangélicos como forma exterior de templo (torres e sinos), numa noite enluarada se construiu uma torre na igreja. De manhã ela estava pronta. O que uma vez estava construído, não podia ser arrancado27.
A igreja, que funcionava juntamente com a escola, foi considerada uma construção não prática, mas bela, construída de madeira de pinheiro. Após cerca de anos de sua conclusão, a um custo de mais de 20 contos, observou-se que a madeira começava a apodrecer, demandando alta quantia em dinheiro para sua reforma. Observou-se durante todo o tempo em que a igreja estava sendo construída o momento era altamente favorável, havendo muito dinheiro. Na época uma igreja ainda era considerada como associação do germanismo, sem diferença de confissão. Hoje (1887) haveria tantas associações que perseguem o mesmo objetivo, principalmente a Associação de Canto, que exige todas as contribuições e sacrifícios, de modo que através disto, a construção da igreja se tornaria inviável. Ressaltou-se que quando da construção do templo de madeira houve quem desejasse a sua construção em alvenaria, os tijolos custavam o dobro do que hoje. Embora o templo não constasse com sinos, possuía um harmônio28.
Em 9 de fevereiro de 1893, ocorreu a colocação da pedra fundamental do novo templo, inaugurado em 189429. Também uma nova torre precisou ser construída, uma vez que a torre antiga, de madeira de pinho, não muito resistente, teve de ser demolida por volta de 1884/1885 por motivos de segurança. Assim o templo não tinha mais a aparência de templo30. A construção do novo templo iniciara em 189231 e custou a quantia de 40 contos de réis32.
Bibliografia
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EVANGELISCHEN PASTORAL-KONFERENZ VON SANTA CATHARINA UND DER SYNODE MITTELBRASILIEN, Der Christenbote – Monatsblatt für die deutschen evangelischen Gemeinden in Sta. Catharina und der Synode Mittelbrasilien, 29. Jahrgang, n. 1, Blumenau, janeiro de 1936.
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Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Comunidade Evangélica Luterana de Curitiba).
| Período | Obreiro/a | Fonte |
|---|---|---|
| ? – 1911 | Albert Hess em Paróquia Norte - Comunidade Evangélica Cristo Rei | indefinido |
| fevereiro 1870 – 1871 | Robert Kröhne em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 15 |
| 1872 – 1885 | August Boecker em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 3 |
| 1879 – 1892 | Friedrich Wilhelm Hasenack em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo Atuou na comunidade a partir de Ponta Grossa. | indefinido |
| 1886 – ? | T. Friedrich Gaertner em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | AEDB, 1878., p. 83 |
| 1886 – 1891 | Wilhelm Haarmann [Hartmann] em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 9 |
| 1892 – 1897 | Friedrich Schulz em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg: Ursprung und Gestaltung deutschen evangelis..., p. 297 |
| 1892 – 1928 | David Wiedmer em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | indefinido |
| 1895 – 1905 | Johannes Dehmlow em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | indefinido |
| 1897 – 1900 | Siegfried Schultz em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 26 |
| 1900 – ? | Christian Wiesinger em Paróquia Norte - Comunidade Evangélica Cristo Rei | indefinido |
| 23/01/1901 – 1932 | Gustav Berchner em Paróquia Cristo Redentor - Comunidade Evangélica de Cristo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 2 |
| 1901 – 1907 | Karl Otto Kuhr em Paróquia Norte - Comunidade Evangélica Cristo Rei | indefinido |
| 1904 – ? | Johannes Knörr em Paróquia Norte - Comunidade Evangélica Cristo Rei | indefinido |
| 1911 – 1913 | Karl Frank em Paróquia Norte - Comunidade Evangélica Cristo Rei | indefinido |
| 1926 – 1926 (?) | Alfred Simon em Paróquia Sul - Ponto de Pregação Fazenda Rio Grande | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 23 |
| 1932 – 1932 | Dietwald Wilms em Paróquia Bom Pastor - Comunidade Evangélica Bom Pastor (Vila Guaíra) | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 30 |
| 1933 – ? | Friedrich Wilhelm Wilms em Paróquia Sul - Ponto de Pregação Fazenda Rio Grande | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 30 |
| 1937 – ? | Theodro Rogowski em Paróquia Sul - Ponto de Pregação Fazenda Rio Grande | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 22 |
Fotos (4)
Notas e fontes
- 1. Cf. AEDS (1876), p. 81.
- 2. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 17.
- 3. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 14; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19.
- 4. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19; Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 294s.
- 5. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 295; AEDS (1876), p. 81s.
- 6. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 40.
- 7. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 49.
- 8. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 49.
- 9. Cf. M. DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 80; Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 295.
- 10. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 51.
- 11. Cf. AEDS (1876), p. 83s.
- 12. Cf. AEDS (1876), p. 83s; AEDS (1878), p. 83; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19. Ver também Ferdinand SCHRÖDER. Brasilien und Wittenberg, p. 295
- 13. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 53.
- 14. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 80.
- 15. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 55; Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 297; LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, p. 241s.
- 16. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 55.
- 17. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 81.
- 18. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 56.
- 19. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 56.
- 20. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 57.
- 21. Cf. EVANGELISCHEN PASTORAL-KONFERENZ VON SANTA CATHARINA UND DER SYNODE MITTELBRASILIEN, Der Christenbote, 29. Jahrgang, n. 1p. 5.
- 22. Cf. EVANGELISCHEN PASTORAL-KONFERENZ VON SANTA CATHARINA UND DER SYNODE MITTELBRASILIEN, Der Christenbote, 29. Jahrgang, n. 1p. 5.
- 23. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jáhrigen Bestehen der luterischen Kirche in Brasilien, p. 243.
- 24. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 54; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19.
- 25. Cf. AEDB, 1878, p. 84.
- 26. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 52-53.
- 27. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19.
- 28. Cf. Waamann (ou Naasmman), Curityba, den 5. Juli 1887. (AHIECLB, SR 1/4 009)
- 29. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 19.
- 30. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 53s.
- 31. Cf. M. DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 80s.
- 32. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 54s. Cf. também Sonntagsblatt für die evangelischen Gemeinden in Brasilien, 5. Jahrgang, n. 40, p. 195, Nummer 40 Ostern 2. April 1893, 5. Jahrg.