Colônia
Procedência dos imigrantes
Os imigrantes provinham da Alemanha.
História
Primeiramente os imigrantes recebiam atendimento através de São Bento. Sendo assim, os imigrantes de Hansa Humbold se uniram à São Bento como comunidade filial. Com isso, o pastor vinha à colônia a cada quatro semanas para oficiar culto no rancho da diretoria2. Primeiramente o P. Büttner e mais tarde o P. Bornfleth atuaram na colônia.
Em 1910 a comunidade se filiou à Associação de Comunidades Evangélicas de Santa Catarina, que ainda estava em fase de organização3.
Em 1925 a comunidade tinha 400 famílias e decidiu manter um pastor por sua conta, que deveria ser solteiro e jovem para que, assim, ficasse bastante tempo e também não desse despesas à comunidade4. Assim, o Conselho Superior de Berlim enviou o P. Lötz. A comunidade esperava com alegria pelo novo pastor, mas ficaram sabendo que, oito dias antes de sua viagem, ele havia se casado e que sua esposa estaria vindo à comunidade.
Com a vinda do novo pastor e de sua esposa, era necessária a construção de uma casa pastoral. Para tanto, cada membro deveria contribuir com 20 milréis. Além disso, realizaram-se festas, teatros e concertos para arrecadar fundos para a construção da casa. Assim, foi construída uma bela e espaçosa casa para o casal, que foi por eles ocupada em 19275.
Em 1922 a senhora Klara Herrmann fundou a Sociedade Evangélica de Senhoras, que passou a empregar uma irmã alemã. Até então, não havia médicos, nem enfermeiros na região e, assim, havia a prática de curandeiros. 6. Como as rendas eram escassas, a irmã não permaneceu muito tempo. Mais tarde chegou um médico alemão como imigrante que foi contratado pela Sociedade de Senhoras, que disponibilizou, ao mesmo tempo, um pequeno hospital. Também chegou outra irmã que trabalhou como parteira7.
Durante a segunda guerra, o hospital se dissolveu. A sociedade de senhoras vendeu a propriedade e doou o valor à comunidade8.
No ano de 1932 o P. Lötz voltou para a Alemanha e foi sucedido pelo P. Soboll. Quando ele se transferiu para Curitiba, o P. Möhle assumiu a comunidade em fevereiro de 1938. Quando ele viajou de férias para a Alemanha em 1939, teve de participar da guerra e se tornou prisioneiro de guerra dos soviéticos durante alguns anos9. Com a guerra, tudo na comunidade foi confiscado. O P. Neumann foi preso. Com isso o pastor de Rio Negro, P. Melzer, e de São Bento, P. Prinz atenderam a comunidade. Os senhores Ehlert, Roedel e Kinas se tornaram substitutos de pastores. Durante este tempo, os cultos eram pouco freqüentados.
Em 1948 a comunidade recebeu o P. Liesenberg. Quando esteve de férias foi substituído pelos pastores Blümel. 10.
Obreiros/as
Templos
No início os cultos eram celebrados no rancho da diretoria. Em 16 de dezembro de 1906 foi lançada a pedra fundamental da igreja evangélica na vila. No dia 28 de abril de 1908 foi celebrado o primeiro culto na nova igreja. Demorou mais alguns anos até que a torre fosse construída e a instalação interior ficasse pronta. Para que a obra pudesse ser terminada, a comunidade recebeu auxílio da Alemanha. Os terrenos para a construção da igreja, da casa pastoral e do cemitério foram doados pela Sociedade de Colonização. Para o embelezamento interior do templo, muitos membros contribuíram para a compra de objetos da Santa Ceia e do Batismo. No início, uma bacia de esmalte servia como pia batismal. Certa vez, o pastor esqueceu-se de trazer os utensílios para a Ceia. No lugar do cálice, ele teve que usar um jarro de metal que servia como ornamento. 11.
Em 1909, o P. Bornfleth trouxe o sino da Alemanha para a igreja. Em 1910 a comunidade adquiriu um harmônio que foi, mais tarde, repassado para a comunidade filial, sendo substituído por um harmônio maior12.
O P. Liesenberg se empenhou na reforma e renovação do templo, que foi ampliado. Para arrecadar fundos se realizaram festas e doações13.
Conforme "Der Deutsche Ansiedler" de 1927, a então comunidade Hansa-Humboldt inaugurou seu templo em 24 de julho. A "Associação Gustavo Adolfo Leipzig" presenteou-á com uma pintura (Bild) para o altar, produzida pelo pintor de Leipzig Prof. Better14. A edição de janeiro-fevereiro de 1928 relata que, por ocasião da inauguração da casa paroquial, a "Associação Gustavo Adolfo" de Santa Catarina presenteou a comunidade com 400 Mil Réis. Ela ganhou uma pintura para o altar e iluminação elétrica15.
Sinos
Bibliografia
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 65, p. 13, novembro-dezembro 1927.
FLOS, Max-Heinrich. Nossos Pais/Unsere Väter, Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná, 1961.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Corupá).
Notas e fontes
- 1. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 183.
- 2. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 183.
- 3. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 183.
- 4. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 185.
- 5. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 185.
- 6. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 185.
- 7. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 185.
- 8. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 185.
- 9. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 187.
- 10. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 187.
- 11. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 183.
- 12. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 183.
- 13. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 187.
- 14. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 65, p. 13, novembro-dezembro 1927
- 15. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 66, p. 13,-14, janeiro-fevereiro 1928