Colônia
A localidade era denominada inicialmente de São Sebastião do Mártir1. A colonização se deu por volta de 18802. Naquele ano, em meio à floresta, havia apenas uma pequena cabana brasileira. Por este tempo, as terras e morros estavam sendo colonizados. Em 1883 chegou o filho do conhecido P. Blumhardt, de Bad Boll, Alemanha, com uma companhia de colonização, que estava quase arruinada3.
Procedência dos imigrantes
Os moradores da colônia eram alemães que provinham de colônias mais antigas, estando entre eles, as famílias Soebel, Mylius, Schuler, Closs e Jungblut4.
História
Em 1932, menciona-se que o harmônio no templo fora doado por Blumhardt11.
Templos
Sob a atuação do professor Bernsdorf, foi construída a casa que serviria como casa pastoral, casa de oração e escola, que passou a ser utilizada para seu fim em maio de 1893. Em 28 de janeiro de 1912, a “Igreja de Cristo”, construída com auxílio do Conselho Superior Eclesiástico de Berlim e da Obra Gustavo Adolfo, foi consagrada pelo pelo prepósito Braunschweig12.
No dia 8 de novembro de 1907, por ocasião da visita do comissário do "Conselho Superior da Igreja Evangélica" (Evang.Oberkirchenrats), o Pastor Braunschweig de Leipzig, estava confirmada a construção do templo. Um ano depois, em 8 de novembro de 1908, foi colocada a pedra fundamental. Em virturde de várias circunstâncias, forte chuva, estradas ruins, materiais muito caros, a construção muitas vezes foi interrompida. Foi concensso da comunidade não inaugurar o templo antes que a sua torre contasse sinos e convidar os membros dispersos para a festa. O auxílio recebido não se deve somente à "Associação Gustavo Adolfo" (Gustav Adolf-Verein"). O auxílio financeiro veio também de comunidades do Rio Grande do Sul: Santa Cruz, Porto Alegre, São Leopoldo e Montenegro. Estas somaram a quantia de 3500 Milreis.No "Deutscher Ansiedler" de novembro de 1909 lemos que a construção do templo da comunidade está chegando ao final. Ele está sendo construído em formato de cruz, com portal e janelas em estilo gótico e irá receber 3 janelas de vidro colorido, feitas em Santa Cruz13.
Menciona-se em junho de 1911, que a comunidade foi presenteada com uma Bíblia para o altar. Esta foi presente da "Associação Gustavo Adolfo" de Eisleben (Gustav Adolf-Zweig-Verein). Até então, o templo ainda não dispunha de sinos14.
O Sr. Heinrich Mylius e esposa doaram um par de castiçaispara o altar . O Sr. C. Albino Sperb deixou vir de Porto Alegre um tapete para o mesmo15.
"Der Deutsche Ansiedler" de maio-junho de 1926 fala de um templo inaugurado em 9 de maio na antiga comunidade Rheingau. 16.
Torres
Sinos
Em 1911 a Sociedade Evangélica de Barmen doou, juntamente com a Associação “Diáspora” em Hamburgo, dois sinos à comunidade19.
O templo inaugurado em 9 de maio, dispunha de 3 sinos de aço fundido vindos de Bochum, Alemanha. O sínodo presenteou a comunidade de Rheingau com uma Bíblia para o altar e a "Associação Gustavo Adolfo" com uma pia batismal e uma jarra20.
Bibliografia
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 47, p. 172-173, 1909.
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 49, p. 116, 117, 1911.
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 64, p. 21, novembro-dezembro 1926.
DEDEKIND, Max. Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika.
DEDEKIND, M. 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika.
DREI KIRCHWEIHFESTE. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 50, p. 91, 1912.
SCHRÖDER, Ferdinand Brasilien und Wittenberg.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Venâncio Aires).
Fotos (5)
Notas e fontes
- 1. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p.144.
- 2. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 64.
- 3. Cf. M. DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 61.
- 4. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 144s.
- 5. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 64.
- 6. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p.145.
- 7. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p.145.
- 8. Cf. M. DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p 61.
- 9. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 145s.
- 10. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 146.
- 11. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 64.
- 12. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 145s.; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 65.
- 13. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 47, p. 172-173, 1909
- 14. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 49, p. 116, 117, 1911
- 15. DREI KIRCHWEIHFESTE. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 50, p. 91, 1912
- 16. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 64, p. 17, maio-junho, 1926
- 17. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 65.
- 18. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 47, p. 172-173, 1909
- 19. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 61s.; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 65.
- 20. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 64, p. 21, novembro-dezembro 1926