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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Rio Pardinho

Paróquia Evangélica de Rio Pardinho · Santa Cruz do Sul – RS

Colônia

A colônia foi fundada em 18601.

Procedência dos imigrantes

Os imigrantes que colonizaram a região eram principalmente compostos por famílias pomeranas2.

História

A comunidade foi fundada em 18663. Os moradores evangélicos das Picadas Ferraz, Dona Josefa, Vera Cruz (Vila Tereza), São João, São Andreas, Sinimbu e Rio Pardinho se unificaram e pediram pelo envio de pastor de Barmen (Comitê para os Alemães Protestantes no Sul do Brasil). O Comitê enviou Christian Smidt em 1866 que se instalou em Dona Josefa. Em 1873 o P. Smidt se estabeleceu em Rio Pardinho, criando um novo pastorado. Quando o P. Smidt se tranferiu para Rio Pardinho em 1873 – ocasião em que a comunidade comprou uma casa pastoral4 –, as comunidades de São João e Sinimbu se filiaram à paróquia de Rio Pardinho e St. Andreas à paróquia de Santa Cruz. As comunidade de Candelária e da Colônia de Santo Ângelo (Paraíso e Agudo) receberam seus próprios pregadores. Menciona-se em Rio Pardinho se utilizava o Catecismo de Lutero e das Livro de Perguntas de Württemberg. Em 1880 a comunidade já tinha 80 membros, um cemitério, duas casas que serviam como escolas, além de uma pequena igreja e uma casa pastoral5.
Em 1903 a comunidade de Rio Pardinho tinha 200 famílias, totalizando 1.400 pessoas. Para a realização de um batismo, cada membro pagava 2 Milréis, se fosse realizado na casa dos pais, 4 Milréis; para um bênção matrimonial, 4 Milréis e 8 para uma bênção matrimonial celebrada em casa; para sepultamentos 4 Milréis e para confirmação 5 Milréis6.

A comunidade era formada, em 1912, por 210 famílias. As comunidades de Sinimbu e São João, que pertenciam à paróquia, se desmembraram em 1907. Rio Pardinho, que ao Sínodo Riograndense, desde 6 de janeiro de 1908 também se filiou à Igreja Territorial da Prússia7

Templos

Em 1866 se mencionou que os evangélicos da picada ainda não possuíam um templo, mas desejavam construir uma igreja tão logo recebessem um pastor8. Em 1869, quando a comunidade também já posssuía um cemitério, casa pastoral e escola, menciona-se que o templo foi construído em quatro meses e meio ainda durante 18669. Em 1899 o templo ganhou um harmônio10.

O Pastor Klasing conta no "Deutscher Ansiedler" de janeiro de 1905 que, nos últimos tempos, no mínimo duas de suas comunidades introduziram o novo cancioneiro, conseguiram um harmônio e objetos para a Santa Ceia e o Batismo11.

Torres

Em 1890 foi construída a torre da igreja12.

Sinos

Em 1894 foram adquiridos três sinos para o templo13.

Bibliografia

DEDEKIND, Max. Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika.

DEDEKIND, Max. 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika.

FALK, E. Gemeinde Ferraz, Parochial Bericht, p. 1s, 4. (AHIECLB SR 1/3061).

KLASING. Büchersammlung für Südbrasilien. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 41, p. 6, 1905.

SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg.

Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Rio Pardinho).

PeríodoObreiro/aFonte
? – ? Arthur Becker em Ponto de Pregação Travessa Andreas 75 JAHRE RIOGRANDENSER SYNODE; 1886 - 1961. São Leopoldo: Sinodal, [1961]., p. 99
? – 1936 ? Johannes Regling em Ponto de Pregação Travessa Andreas 75 JAHRE RIOGRANDENSER SYNODE; 1886 - 1961. São Leopoldo: Sinodal, [1961]., p. 100
? – ? Hugo Kummer em Ponto de Pregação Travessa Andreas 75 JAHRE RIOGRANDENSER SYNODE; 1886 - 1961. São Leopoldo: Sinodal, [1961]., p. 102
? – ? Friedrich Löfflad em Ponto de Pregação Travessa Andreas 75 JAHRE RIOGRANDENSER SYNODE; 1886 - 1961. São Leopoldo: Sinodal, [1961]., p. 102
? – ? Eugen Eberhardt em Ponto de Pregação Travessa Andreas 75 JAHRE RIOGRANDENSER SYNODE; 1886 - 1961. São Leopoldo: Sinodal, [1961]., p. 103
1873 – 1896 Christian Smidt em Ponto de Pregação Travessa Andreas WACHHOLZ, Wilhelm. "Atravessem e Ajudem-nos"; a atuação da Sociedade Evangélica de Barmen..., p. 248
18 de abril de 1896 – 1899 Dr. Alfred Funke em Ponto de Pregação Travessa Andreas WACHHOLZ, Wilhelm. "Atravessem e Ajudem-nos"; a atuação da Sociedade Evangélica de Barmen..., p. 317
8 de outubro de 1899 – 9 de maio de 1910 Friedrich Heinrich Klasing em Ponto de Pregação Travessa Andreas WACHHOLZ, Wilhelm. "Atravessem e Ajudem-nos"; a atuação da Sociedade Evangélica de Barmen..., p. 315
10 julho 1910 – 1913 Friedrich Heinrichs em Comunidade Evangélica de Ponte do Rio Pardinho DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 10
1913 – 1914 Otto Mordhorst em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 18
1914 – 1920 Johann Krajnowitsch em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 15
1921 – 1923 Johannes Zwick em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 31
1922/1923 – 1928 Theodor Dannert em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 5
1928 – 1930 Friedrich Schütz em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 26
1930 – 1933 Hugo Freisslich em Ponto de Pregação Travessa Andreas DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 8

Fotos (1)

  • Comunidade Rio Pardinho

    Comunidade Rio Pardinho

Notas e fontes

  1. 1. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 59; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 63.
  2. 2. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 63.
  3. 3. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 63.
  4. 4. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139s.
  5. 5. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139; E. FALK, Gemeinde Ferraz, Parochial Bericht, p. 1s, 4. (AHIECLB SR 1/3 061)
  6. 6. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 140.
  7. 7. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 59.
  8. 8. Cf. AEDS (dezembro 1866), p. 10.
  9. 9. Cf. AEDS, 1869, p. 19.
  10. 10. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139s.
  11. 11. KLASSING. Büchersammlung für Südbrasilien. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 41, p. 6, 1905
  12. 12. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139s.
  13. 13. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139s.