História
A sede de Südarm (Bela Aliança) formou um pastorado em 1921. Em 1930 a comunidade possuía 160 famílias-membros com 880 pessoas, abrangendo as filiais de Matador, Lontra, Cobras, Lauterbach, Braço km 10 e 20, Trombudo Central e Grande, Pombas, Taio, Wölfersbach-Taio1.
Templos
A comunidade possuía uma casa paroquial de madeira, onde funcionavam as aulas de ensino confirmatório. Antigamente, esta casa era a igreja com torres e sinos, construída por volta de 1908 pelos primeiros moradores da cidade2. No início, era coberta com folhas de palmito. Ela foi ampliada três vezes. Em 1920, foi construída a casa pastoral3.
No dia 5 de novembro foi consagrada a nova igreja da comunidade de Rio do Sul, através do prepósito Funcke. De longe e de perto vieram convidados para prestigiar a comemoração, bem como representantes de outras comunidades. Na nova igreja, a comunidade de Rio do Sul colocou um digno memorial. Com orgulho, a comunidade de Rio do Sul dizia que possuía a igreja mais linda da cidade4.
A Igreja de Cristo, com torre, tinha o escudo de Lutero na porta principal, com a rosa de Lutero trabalhada em relevo5. Na entrada, estava a estátua de Cristo em madeira, uma cópia de Thorwaldesen produzida pelo escultor Josef Teichmann. O altar era formado por três paredões de madeira escura separados por pilastras estreitas com línguas de fogo, além do candelabro e do crucifixo. À esquerda e direita das pilastras havia duas coroas de ramos de carvalho enlaçadas por fitas pretas. As inscrições indicavam que o pároco, P. Leonard Grau, estava sepultado sob o altar. O teto formava arcos concêntricos constituindo uma abóboda, sustentada por colunas, uma obra de Franz Strube, membro da comunidade. Os construtores eram de classe média, operários e lavradores, mas que se esmeraram na construção de sua igreja, que para eles, representava a igreja da pátria. Enquanto não puderam construir uma igreja “digna”, algo lhes faltava e não se sentiam em casa6.
Torres
A torre tinha um telhado vermelho, apontando como uma mão erguida. Assim também os olhos dos antepassados estavam direcionados para o alto, almejando a eternidade. 7.
Sinos
Bibliografia
FLOS, Max-Heinrich. Nossos Pais/Unsere Väter, Sínodo Evangélico de Santa Catarina e Paraná, 1961.
SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg, Ursprung und Gestaltung deutschen evangelischen Kirchentums in Brasilien, Verlag Walter Gruyter & Co, Berlim e Leipzig, 1936.
EVANGELISCHEN PASTORALKONFERENZ VON SANTA CATHARINA UND DER SYNODE MITTELBRASILIEN, Der Christenbote, Monatsblatt für die deutschen evangelischen Gemeinden in Sta Catharina und der Synode Mittelbrasiliens, n. 11, 26. Jahrgang, Blumenau, novembro de 1933.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Rio do Sul).
| Período | Obreiro/a | Fonte |
|---|---|---|
| 1920 – 1924 | Emil Hahn em Ponto de Pregação Valada São Paulo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 10 |
| 1924 – 1925 | Anton Pöschl em Ponto de Pregação Valada São Paulo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 20 |
| 1926 – 1936 | Leonhard Grau em Ponto de Pregação Valada São Paulo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 9 |
| 1929 – 1930 | Hermann Stoer em Ponto de Pregação Valada São Paulo | DEDEKIND, M.[ax]. Verzeichnis der deutschen evangelischen Pfarrer in Südamerika von 1823 b..., p. 27 |
Fotos (2)
Notas e fontes
- 1. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, Ursprung und Gestaltung deutschen evangelischen Kirchentums in Brasilien, p. 293.
- 2. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 211.
- 3. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 213.
- 4. Cf. EVANGELISCHEN PASTORAL-KONFERENZ VON SANTA CATHARINA UND DER SYNODE MITTELBRASILIEN, Der Christenbote, n. 11, 26. Jahrgang, p. 7
- 5. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 213.
- 6. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 215.
- 7. Cf. Max-Heinrich FLOS,. Nossos Pais/Unsere Väter, p. 215.