Procedência dos imigrantes
A região foi povoada por várias famílias de colonos que provinham das terras do Rhein.
Templos
As famílias evangélicas se reuniam em comunidade, deixavam que a Palavra de Deus lhes fosse anunciada e que seus jovens fossem instruídos no conhecimento. Para este objetivo foi erguido um prédio que servia como sala para meditações e aulas. Com o crescimento da comunidade, a sala se tornou muito pequena, e o desejo de construir um local para dar culto a Deus se tornou meta, cujo início se deu no ano de 1928. Trinta e quatro homens se disponibilizaram para esta tarefa e a meta foi alcançada. Grande era a alegria e o orgulho da comunidade, na terça-feira depois do 14° domingo de Trindade, no dia 23 de setembro de 1930, quando as portas do templo se abriram e foram consagradas para seu destino, ecoando o som do hino de gratidão no átrio da igreja.
Já na tarde do dia anterior, os ânimos dos colonos se acenderam e eles se reuniram com esposas e crianças no terreno da igreja, na espera do pastor. Todos os preparativos estavam prontos. O sol lançava seus últimos raios atrás dos morros quando os confirmandos começaram a cantar juntamente com seu professor, estando perfilados à esquerda e à direita, esperando o pastor, que se aproximava. Para as crianças o dia seguinte tinha um significado especial, pois eles deveriam ser os primeiros a se ajoelharem diante do altar e serem confirmados. Tudo estava enfeitado com palmitos e flores.
A comunidade acompanhou o pastor por um corredor de palmitos, que conduzia ao morro da igreja. Altas e ogivais janelas – o estilo gótico estava presente em cada mínimo detalhe da igreja - deixavam reluzir a luz do dia na igreja, que, com altar, sobre uma abside, púlpito e um nicho no lado direito, que mais tarde deveria ser usado como pia batismal, estavam de acordo com os presentes. Sobre a entrada havia um coro, carregado por simples colunas de madeira. O revestimento da parede em seu interior não havia ficado pronto a tempo.
A clara luz do sol brilhava entre o vale quando no outro dia bem cedo velhos e jovens de perto e de longe vinham para vivenciar o dia de festa com grande alegria. Quando a comunidade estava reunida, levantou-se um canto e louvor diante da antiga escola perto da igreja. Quando a terceira estrofe ia terminando, o pastor proferiu um pequeno discurso a Deus, que presenteou este dia de alegria à comunidade: “Ele é que os ajudou, louvor e gratidão pelo sacrifício. É Ele, que os concedeu isto, é Ele que os ajudou, é a Ele que todos devem agradecer”. Após a caminhada festiva até o morro da igreja, na qual novamente foram entoados hinos, a diretoria da comunidade acompanhou o pastor na entrada da igreja. A eles seguiram-se os confirmandos e depois a comunidade.
O discurso de consagração (Sl 134. 2-3) colocou diante da comunidade meditativa a exortação de fazerem um santo voto, que essa casa de Deus deveria ser sempre um lugar de oração e de meditação, de louvor e de gratidão e onde a alma cansada poderia ficar. “Onde Deus fala, cale-se você; onde se procura a Deus, ali o encontramos; Deus é santo, por isso, seja você também santo e leal”. Então dobraram seus joelhos 15 rapazes e 4 moças diante do altar do Senhor e receberam a bênção.
Era pouco antes de 12:00hs quando a comemoração teve fim. Os visitantes se espalharam nas casas dos colonos, onde havia café, comida e doces, onde havia alegria e comodidade, com discursos, cantos e brincadeiras. Era um dia de grande alegria para a comunidade. Ter uma igreja, onde se está em casa com Deus. Cada membro auxiliou com aproximadamente 370 Milréis, muito trabalho e preocupação1.
Bibliografia
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Rio São João).
Nenhum registro de atuação ainda.
Notas e fontes
- 1. Cf. Der Christenbote, Monatsblatt für die deutschen evangelischen Gemeinden in Sta. Catharina und der Synode Mittelbrasiliens. Herausgeben von der Evangelischen Pastoralkonferenz von Santa Catharina und der Synode Mittelbrasilien, 23. Jahrgang, n. 12, Blumenau, dez. 1930. p. 4s.