Colônia
Os primeiros imigrantes chegados na região de Luis Alves foram os italianos que lá chegaram em 1872. Os alemães chegariam cerca de quatro anos depois, em 1874 fixando-se em Ribeirão Máximo. Nesta década também se instalaram na região italianos e açorianos, formando-se três colônias, somando cerca 500 pessoas. Existem relatos de que a convivência entre as três etnias nem sempre foi pacífica. Relatos dão conta que ocorreram conflitos ainda até a década de 1970. Em 1888, o imperador enviou um militar para apaziguar os ânimos na região, contudo, o efeito foi contrário. A colônia foi emancipada em 09 de abril de 1888, através do aviso N 89, mas ficando sob supervisão de Brusque e, posteriormente, Blumenau. Em 1894, com a união das colônias, foi aberta a estrada Luís Alves-Itajaí, beneficiando o transporte das mercadorias que eram produzidas na colônia. Os contatos comerciais com Itajaí redundaram na integração de Ribeirão Máximo como distrito daquele município. Naquele ano de 1903, foram construídas escolas em Alto Luís Alves (Centro), Braço Serafim e Primeiro Braço do Norte. As diferenças de língua bem como a profissão religiosa distanciavam os moradores locais. Enquanto os alemães eram protestantes, os italianos e açorianos eram católicos.
Procedência dos imigrantes
Alemanha
História
A comunidade evangélica de Ribeirão Máximo foi fundada no dia 27 de fevereiro de 1884, 18 anos após a chegada dos primeiros colonizadores alemães. No ano seguinte, em dia 6 de novembro de 1895, a comunidade comprou um terreno, que ainda hoje é de sua propriedade e onde se localizam o atual templo, o salão comunitário e o cemitério. Até por volta de meados do século XX, mesmo com a presença de obreiros, muitos cultos eram oficiados por líderes leigos. Isso se devia à distância e aos meios de transportes precários. Por isso, geralmente um pastor oficiava cultos a cada três meses, caso não chovesse ou estivesse o pastor impedido por outra atividade, como, por exemplo, sepultamento. O senhor Julio Lütke(1865-1918), que era professor da escola comunitária, teria sido o primeiro líder leigo a oficiar cultos na comunidade. Estes cultos ocorriam de forma quinzenal. O filho de Julio Lütke, Rudolfo, sucedeu-o na função, seguido por Fernando Block que exerceu a atividade de 1945 até 1960. Durante a enfermidade deste, Gustavo Lütke oficiou os cultos. A partir do Advento de 1964, o senhor Waldemar Espig, passou a oficiar os cultos, atividade que exerceu até 2000. Desde seu início até 1906, a comunidade evangélica de Ribeirão Máximo estava filiada à Paróquia de Blumenau. A partir de 1906, junto com as comunidades Serafim e Centro, filiou-se a Paróquia de Massaranduba e, por extensão, ao Sinodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paráná e Outros Estados. As comunidades de Ribeirão Máximo e Serafim permaneceram filiadas à Paróquia em Blumenau até o ano de 1990. Desde então, ambas as comunidades integram a Paróquia Bom Pastor de Fidélis, paróquia esta constituída ainda pelas comunidades de Fidélis e Itoupava Baixa. No dia 20 de novembro de 1994, já pertencendo a Paróquia Bom Pastor, a comunidade de Ribeirão Máximo comemorou seu centésimo aniversário. Neste dia, também foi lembrado os 90 anos de instalação do sino, 34 anos do novo templo e 118 anos da imigração para a localidade de Ribeirão Maximo. O grupo de OASE (Ordem Auxiliadora das Senhoras Evangélicas), iniciou suas atividades na comunidade em 1960.
Templos
Após a fundação da comunidade em 1894, percebeu-se a necessidade da construção de um templo para oficiar os cultos. Assim, em 1895, depois da compra de um terreno, foi construído o primeiro templo. Esse templo se aparentava a uma casa comum, isto é, não tinha torre. Este templo foi usado pela comunidade até o final da década de 1950 quando foi derrubado para dar lugar a uma nova igreja. No dia 6 de junho de 1960, a comunidade pôde celebrar alegremente a inauguração de seu novo templo. O mesmo, construído no mesmo local do anterior, está no centro do bairro, num terreno pouco mais elevado que as edificações à sua volta. Ao lado do templo se encontra o cemitério da comunidade que é evangélico e católico, uma vez que o templo católico também se encontra nas imediações. O atual templo evangélico tem capacidade para aproximadamente 120 pessoas. O templo novo possui um altar localizado bem central, sendo visível à toda comunidade. Ao lado direito do altar existe a ?porta? da sacristia, no seu centro possui uma mesa e, atrás dessa, uma cruz de madeira sem a imagem de Cristo. Na torre da igreja tem uma cruz de ferro. O altar está elevado a degraus em relação aos bancos e a pia batismal. A pia batismal é fixa e se localiza à frente, no lado direito do altar e na mesma altura dos bancos. A pia batismal tem forma de cruz e mede cerca de um metro de altura. O púlpito se localiza à frente do altar em seu lado esquerdo, à dois degraus em relação ao altar. Púlpito e pia batismal foram edificados em alvenaria, com uma borda superior de madeira de 15 cm. Os bancos primeiro templo eram em madeira simples e sem encostos. Quando da construção do templo novo, também novos bancos, com encostos e apoio para hinários foram adquiridos.
Torres
O primeiro templo edificado pela comunidade na década de 1890 não possuía torre. A torre viria a ser construída somente em 1904, ao lado do templo, após a chegada de um sino. O novo templo, inaugurado em 1960, possuía torre desde o início, e se caracterizava por resquícios arquitetônicos góticos. O mesmo foi edificado de forma integrada à nave do templo.
Sinos
A comunidade de Ribeirão Máximo possui um sino que foi badalado pela primeira vez em 24 de abril de 1904. O mesmo foi encomendado junto ao Bochumer Verein, de Bochum, Alemanha. O sino foi fabricado no ano de 1902. Consta a inscrição: "Geg. V. Bochumer Verein Bochum 1902." E no interior encontra-se o numero "9971". O sino foi comprado em sociedade com a comunidade católica já que esta também não possuía um. Membros da comunidade católica solicitavam que, quando do falecimento de alguém desta comunidade, o sino fosse tocado. Disso criou-se uma tradição de forma que ainda hoje se pode observar que, no momento de sepultamentos de pessoas, independentemente de denominação religiosa, são tocados os sinos "católico" e "luterano". Além de sepultamentos, o sino também é tocado para anunciar cultos e bênçãos matrimoniais. Através da forma da batida, a comunidade consegue identificar de que evento se trata. Responsáveis por tocarem o sino sino desde a sua instalação até os dias de hoje são: o senhor Hass, Ernesto Espig, Fernando Block, Bertoldo Hass, Holde Espig, Waldemar Espig, Reni Espig, Viland Bork, Etvim Schill e Edson Espig.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica Bom Pastor).
Nenhum registro de atuação ainda.
Fotos (8)
-
Pia batismal - templo edificado em 1960
-
Púlpito-templo edificado em 1960
-
Vista da Igreja Evangélica de Confissão Luterana de Ribeirão Máximo-templo edificado em 1960.
-
Visão do púlpito, altar e pia batismal-templo edificado em 1960.
-
Foto do sino da comunidade de Ribeirão Máximo-sino de 1902.
-
Foto do sino da comunidade de Ribeirão Máximo-sino de 1902.
-
Visao do púlpito, altar e pia batismal-templo edificado em 1960
-
Altar do templo