Colônia
Procedência dos imigrantes
História
A comunidade foi fundada em 18495. Em 1850, Christian August Sinz assumiu o pastorado na comunidade. Entretanto, como o governo dificultava o reconhecimento de pastores protestantes, ele foi primeiramente chamado como professor, embora logo assumisse funções pastorais. O primeiro batismo por ele oficiado foi em 22 de novembro de 1850. Ao lado das atividades pastorais e escolares, atuava, entre outros, como agrimessor. Ele veio a falecer em 8 de setembro de 1859. Seu sucessor veio a ser o P. Klein, em 1860, o qual, mais tarde, participou do Movimento dos Mucker. Este atuou até 1864, quando, em decorrência de intrigas, encerrou suas atividades na comunidade. Depois de quatro anos a comunidade se dividiu6.
Em março de 1865 o P. Stanger passou a assisitir a comunidade. Depois de nove anos assistindo à comunidade, o P. Stanger transferiu-se aos Estados Unidos da América7. O P. Stanger, que também exercia funções de médico, fora enviado pela Sociedade Evangélica de Barmen em 1865 (1865-1874), vindo a atuar também entre os evangélicos de Linha Nova8.
Em janeiro de 1875, o P. Wegel assumiu as funções pastorais na comunidade, assistindo também pastoralmente as comunidades filiais de Picada Café e São José do Hortêncio, além de 24 famílias da Picada Capivari e sete famílias em Linha Nova9.
Por volta de 1912, a comunidade era constituída por cerca de 370 famílias10. A paróquia compreendia ainda três filiais: Bom Jardim, Linha Hortêncio, que possuía uma igreja e escola, e desde 1926 Arroio Bonito Velho, até então filiada à paróquia de São Sebastião do Caí. Aqui foi consagrada a nova igreja em 1 de maio de 1927. Em 4 de novembro de 1928 foram consagrados os sinos11.
Templos
Nos anos de 1848 a 1850, 19 famílias construíram uma igreja de alvenaria, no valor de cerca de 8.000 Milréis coletados entre os membros. As famílias que não auxiliaram na construção se uniram à comunidade de Ivoti (Bom Jardim). O templo da Picada 48 foi consagrado em 27 de outubro de 1850 pelo P. Haesbaert, de Hamburgo Velho, e pelo P. Sintz12.
A construção da igreja provocou conflitos internos na comunidade, pois não se encontrava um ponto de concórdia sobre o local da construção do templo. Assim, 19 dos moradores de trás construíram, nos anos de 1848 a 1850, um templo de alvenaria num terreno doado por dois moradores. Os evangélicos que residiam na parte da frente decidiram se filiar à comunidade de Ivoti (Bom Jardim)13.
Hunsche escreveu sobre o templo:
“A ele (Christian August Sintz) devemos a construção da primeira igreja de alvenaria no sul do Brasil ainda hoje existente em Picada 48 e consagrada em 28 de outubro de 1850, sendo a prédica festiva proferida pelo Pastor Haesbaert, de Hamburgo Velho”14.
Na comunidade Arroio Bonito Velho, que se filiou à Picada 48 em 1926, foi inaugurado um novo templo em 1 de maio15.
Torres
O templo da comunidade ganhou uma torre em 1885, a qual foi reconstruída em 190116.
Durante a atuação do Pastor C.F Wegel fala-se de uma torre de madeira que se encontrava na frente do templo.Em cima de quatro pilares pretos em forma de coração elevava-se a torre com 50 pés e com dois andares com cantos revestidos de grosso cedro (breutten). Em cima da ponta de madeira estava um catavento (galo)17.
Sinos
Ao Pastor C.F. Wegel também foi permitido nos anos 1883-1884 trazer os dois sinos de aço fundido com recuros financeiros da própria comunidade18.
Bibliografia
AEDB 1878.
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 65, p. 11, julho-agosto 1927.
AUS DER PIKADE 48. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 46, p. 19-20, 1908.
DEDEKIND, Max. Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika.
DEDEKIND, Max. 75 Jahre deutsch evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika.
HUNSCHE, Carlos Henrique. Protestantismo no Sul do Brasil.
SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Picada 48).
Fotos (13)
Notas e fontes
- 1. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40; Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 79.
- 2. Cf. AEDB 1878, p. 24s.
- 3. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 79; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 4. Cf. AEDB 1878, p. 24s.
- 5. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 6. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 79s.
- 7. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 80.
- 8. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 9. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 80.
- 10. Cf .Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 40.
- 11. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 12. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 40; Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 79; AEDB, 1874, p. 25; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 13. Cf. AEDB 1878, p. 24s.
- 14. Cf. Carlos Henrique HUNSCHE, Protestantismo no Sul do Brasil, p. 50.
- 15. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 65, p. 11 julho-agosto 1927
- 16. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 40.
- 17. AUS DER PIKADE 48. Der Deutsche Ansiedler, ano 46, p. 19-20, 1908
- 18. AUS DER PIKADE 48. Der Deutsche Ansiedler, ano 46, p. 19-29, 1908