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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Mercedes

Paróquia Evangélica de Mercedes · Mercedes – PR

Colônia

Por volta de 1945, Alfredo Paschoal Ruaro, juntamente com Luis Dalcanalle, Egon Bercht, Curt Bercht, Willy Barth e Leonardo Júlio, adquiriram a fazenda Britânia. Eram ao todo 274.846 hectares de terra. Depois, organizaram a Indústria Madeireira e Colonizadora Rio Paraná S/A (Maripá), sendo essa a mais importante companhia colonizadora da região oeste do Paraná.

A grande extensão da fazenda Britânia impediu que a Maripá iniciasse a exploração, a demarcação e a colonização de uma vez só em toda a área. Sendo assim, a preocupação esteve voltada ao levantamento tipográfico da área e a confecção de mapas cartográficos, mostrando a localização dos rios, estradas e caminhos existentes, e, principalmente, a projeção das futuras vilas, chácaras e lotes coloniais. Foram então, demarcados 50 perímetros em toda a extensão da fazenda Britânia.

No livro de compra e venda de terras da Colonizadora Maripá, consta que a venda de colônias, chácaras e lotes urbanos nos perímetros referentes à região de Mercedes, passaram a ser efetuadas em fevereiro de 1951, portanto, antes da demarcação da área.

O primeiro colono a residir em Mercedes foi João Gudin. Ele chegou entre os meses de junho ou julho de 1951 para trabalhar nas terras de Pedro Lorenzoni. Foi a partir de 1952 que a ocupação tomou fôlego e muitas pessoas tiveram a coragem de deixar suas terras, principalmente em municípios e localidades dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina para se lançarem em meio a este local desconhecido. Dentre os pioneiros estão: Germano Weidlich, Paulino Groff, Nicolau Pappen, e Willy Guilherme Hamm. Existem também vestígios de presença indígena na área.

Mercedes era, até então, distrito administrativo e judiciário do município de Marechal Cândido Rondon, pela Lei Estadual n◦4668 de 31 de dezembro de 1962, tendo como subprefeitos Willy Guilherme Hamm (de 01/01/1962 a 06/04/1973) e Henrique Van de Sand (de 06/04/1973 a 31/12/1975). O município de Mercedes se desmembrou do município de Marechal Cândido Rondon por meio de um plebiscito (ocorrido em 01/09/1991), quando cerca de 80% dos eleitores foram às urnas e votaram a favor da emancipação. Sendo assim, o município de Mercedes foi oficialmente criado em 13 de setembro de 1991 e instalado no dia 01 de janeiro de 1993.

[DILLENBURG, Scheila. História do Templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Mercedes. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]

História

Por razões de perda de arquivos, a história da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Mercedes (CECLM) torna-se um pouco precária. Poucos foram os dados históricos que restaram em meio à passagem do tempo. Entretanto, mesmo com poucos arquivos, o resgate histórico se faz presente e mostra-se interessante.

Antes de tornar-se comunidade, no início da década de 1950, a localidade de Mercedes era servida pelo pastor Spier, da cidade de Erechim, Rio Grande do Sul. Mesmo com poucos participantes em seus cultos, o pastor Spier se deslocava do extremo sul do Brasil, uma vez a cada três meses, para pregar na região oeste do Paraná.

Assim, no dia 14 de setembro de 1953, com apenas 17 membros, foi fundada a CECLM, pertencendo, de 1953 até 1958, à Paróquia de Toledo, possuindo como diretoria (1953/1957) o Presidente Alfredo Schreiber e o Tesoureiro Henrique Weidlich. A partir daí, deu-se inicio a construção do primeiro templo. Em 1958, a cidade de Marechal Cândido Rondon desmembrou-se da Paróquia de Toledo tornando-se Paróquia a qual a Comunidade de Mercedes veio a fazer parte com a diretoria (1957/1963) formada pelo Presidente Alfredo Hobus e o Tesoureiro Bertoldo Mohr. A CECLM seguiu como membro da Paróquia de Marechal Cândido Rondon até 29 de junho de 1964.

O lançamento da Pedra Fundamental aconteceu em 23 de agosto de 1964. A primeira diretoria, após tornar-se Paróquia, foi composta por: presidente, Alfredo Hobus; vice-presidente, Alfredo Schreiber; 1º tesoureiro, Fridolino Rockembah; 2º tesoureiro, Rodolfo Frieske; 1º secretário, Lutero Wachholz; e 2º secretário, Hilbert Schug.

O primeiro grupo de Jovens

Alguns anos antes de se tornar paróquia, a comunidade de Mercedes acolheu seu primeiro grupo de Jovens. No dia 28 de janeiro de 1962, alguns jovens propuseram uma reunião ao presbitério da comunidade para a abertura do grupo de Juventude Evangélica Luterana de Mercedes (JELME).

A reunião foi dirigida pelo jovem Gernotto Adolfo Salamon, estando presente o presidente da comunidade de Mercedes, Alfredo Hobus. Os jovens expuseram suas considerações falando sobre a importância da criação do referido grupo, que foi então aprovada por aclamação.

Elegeu-se então, após a reunião, por meio de voto secreto, uma diretoria para a JELME, composta por: presidente, Gernotto Adolfo Salamon; vice-presidente, Adolfo Hobus; tesoureira, Norma Weidlich; vice-tesoureiro, Arlindo Rudi Schreiber; secretária, Reni Araci Schreiber e vice-secretário, Evaldo Stern.

Este grupo de jovens está na ativa até hoje (ano 2007), com o mesmo nome (JELME) e sempre participando de todas as atividades da comunidade com muita disposição e alegria.

[DILLENBURG, Scheila. História do Templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Mercedes. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]

Templos

No ano de 1952, as famílias fundadoras iniciaram a construção do primeiro templo. Sobre esse não se possuem muitos relatos, apenas que foi inaugurado no dia 17 de agosto de 1954, tendo a consagração do sino no dia 19 de agosto de 1959.

Ao final do ano de 1972, após a obtenção de uma licença, deu-se inicio a construção do segundo templo, este com uma área total de 411,00m². Como o número de adeptos da comunidade havia aumentado, viram-se obrigados a construir um novo templo. Este foi inaugurado no dia 03 de fevereiro de 1974.

O interior do Templo

Altar

A mesa do altar encontra-se no centro, sobre um tapete vermelho, e é de madeira escura e trabalhada. Sobre ela encontra-se uma cruz menor (sem o Cristo crucificado); três velas (simbolizando Pai, Filho e Espírito Santo); uma bíblia aberta; os paramentos e um vaso de flores.

Cruz

A cruz existente no templo é como um vitral. Encontra-se centralizada na parede do fundo do altar. Perpassa luz durante o dia, como se houvesse contido nela algo iluminado.

Púlpito

O púlpito é de madeira trabalhada e escura, no mesmo estilo do altar, já citado anteriormente. Fica ao lado esquerdo do altar e sobre ele também são colocados os paramentos. Contém espaço para apoiar papéis e livros, como a bíblia e a programação do culto.

Pia Batismal

A pia batismal é de madeira escura e contém o mesmo trabalhado do altar e do púlpito. Fica ao lado direito do altar.

Bancos

Os bancos são de madeira escura e estão voltados todos para a mesma direção: o altar. Eles estão organizados em duas colunas, entre um corredor com um tapete vermelho.

[DILLENBURG, Scheila. História do Templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Mercedes. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]

Sinos

O sino encontra-se no alto da torre. É de procedência alemã e foi adquirido no ano de 1959. É de porte pequeno e serve como aviso para cultos e enterros. Pode-se observar uma frase escrita em língua alemã.

[DILLENBURG, Scheila. História do Templo da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Mercedes. 2007. Monografia de História da Igreja I – Faculdade de Teologia, Escola Superior de Teologia, São Leopoldo, 2007.]

Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Mercedes).

Nenhum registro de atuação ainda.

Fotos (2)

  • Templo

    Templo

  • Altar

    Altar