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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Lapa

Paróquia de Confissão Luterana dos Campos de Lapa · Lapa – PR

Colônia

O primeiro protestante a chegar a Lapa foi Wilhelm Scharneweber. Quando se sua chegada, a localidade ainda de chamava Villa do Príncipe, em homenagem ao príncipe Pedro que veio a se tornar o imperador D. Pedro II. A mãe de Scharneweber era a ama do príncipe e, por isso, em 1880, D. Pedro, ao visitar as colônias teuto-russas, procurou pelos seus irmãos de leite1. A colônia de Lapa foi fundada em 18792.

Procedência dos imigrantes

As famílias Wirmond e Suplicy eram franceses huguenotes de Dürren, que vieram nos anos de 18303.

História

Em 1892 as famílias já haviam se reunido em comunidade, e se supõe que os católicos acabaram se integrando aos evangélicos4. Quando o P. Quast, de São Bento, fez uma visita à comunidade em 1889, 17 famílias se reuniram em comunidade. A comunidade foi fundada por Ferdinand Ehlke e seus três filhos, além de Wilhelm Glück, Bernhard Wendt, Friedrich Ritzmann, Friedrich Zimmermann, Johann Stingelin, August Schilling, Luiz Schletter, Philipp Wormbacher, Fritz Ganzert, Christian Walgert, Karl Romeiss, Karl Knoll, August Scholl, Christian Schlütter, Lorenz e Fritz Meier. Essas famílias encarregaram o Pastor de procurar um professor para a escola. Finalmente, Wiedmer assumiu a função, chegando a Lapa em 30 de dezembro de 1892. Em 1º de janeiro de 1893, o P. Wiedmer foi instalado na função pastoral na comunidade5. Oficialmente, a comunidade seria fundada em 1893 pelo P. Quast6. Durante a Revolução nos anos 1893 e 1894 a comunidade quase se dissolveu. O P. Wiedmer foi assaltado várias vezes, tendo Lapa sido palco de grandes conflitos7.

Pertenciam à paróquia de Lapa as comunidades de Quero-Quero e Santa Barbara. As comunidades de Antonio Rebouças e Vallinhos foram assumidas pelo P. Friedrich W. Brepohl, que havia substituído o P. Wiedmer quando este esteve em viagem à Alemanha. O P. Wiedmer assistia em torno de 400 pessoas e o P. Brepohl em torno de 30 famílias8.

Templos

Em 1890 as 17 famílias que fundaram a comunidade construíram uma casa que servia também como escola. A construção se deu com auxílio financeiro da Alemanha, no valor de 500$0009. As famílias que haviam se tornado católicas ajudaram na construção da casa, mas a maioria não conseguia se decidir se passaria a integrar a comunidade ou não. Em 1º de janeiro de 1893 , a casa de orações e a casa pastoral foram inaugurados10. Em 1903 a nova igreja pôde ser inaugurada11.

Sinos

Em 1904 a comunidade foi presenteada por comunidade da Suíça com dois sinos12.

Bibliografia

FUGMANN, Wilhelm. Die Deutschen in Paraná. Curitiba: Palacio Avenida, 1929.
SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg; Ursprung und Gestaltung deutschen evangelischen Kirchentums in Brasilien. Berlim/Leipzig: Walter Gruyter & Co, 1936.
QUAST, “Das Feld ist weit, die Ernte gross und reich!”. Der Deutsche Ansiedler; Monatliche Mittelingen über die Lage der evangelischen Deutschtums im Auslande, Barmen, (Ago. ) 57-58, 1893.
DEDEKIND, Max. Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, 1932.
FUGMANN, Wilhelm. Die Deutschen in Paraná; Das deutsche Jahrhundertbuch. Curitiba: Olivero, 1929. 324 p.

Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Paróquia de Confissão Luterana dos Campos de Lapa).

Fotos (1)

Notas e fontes

  1. 1. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 62.
  2. 2. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 122.
  3. 3. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 62.
  4. 4. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 304.
  5. 5. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 63s.
  6. 6. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 20, 31.
  7. 7. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 64.
  8. 8. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 64.
  9. 9. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 63.
  10. 10. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 64; QUAST, “Das Feld ist weit, die Ernte gross und reich!”, p. 57.
  11. 11. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 304.
  12. 12. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 304.