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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Irati

Paróquia Luterana das Araucárias Irati · Irati – PR

Colônia

A partir de 1907 e 1908, através das propagandas feitas pelo governo brasileiro, ocorreu uma grande imigração de famílias alemãs, holandesas, polonesas e rutanesas, inicialmente à região de Prudentópolis, onde desde há anos já havia cerca de 10 mil famílias rutanesas e, posteriormente, também na direção de Irati e Marechal Mallet, como também no sentido norte, em direção a Ivani. Devido a insatisfações e inquietações em decorrência da colonização mista, o governo novamente decidiu atrair os alemães e holandeses para a região de Ponta Grossa. Assim, em 12 de novembro de 1908, chegaram os primeiros alemães novamente a Irati, há 107 km ao sul de Ponta Grossa. Passaram-se, então, sete a oito semanas até que a terra fosse medida e dividida, construindo-se as casas necessárias para as famílias1. Em 1909 havia 538 pessoas na colônia, um mês depois 688, das quais mais ou menos 200 eram católicas, 22 liberais, 5 adventistas e o restante eram evangélicas2.

Procedência dos imigrantes

Na imigração de 1907/1908 vieram inúmeras famílias da Alemanha, Áustria, Holanda, Polônia e Rutânia, atualmente no território da Ucrânia, ponto de divisa entre Eslováquia, Polônia e Hungria. Muitos dos novos imigrantes provinham ainda de Leipzig e Berlim, na Alemanha, e da Rússia3. Em outubro de 1910, das centenas de famílias de imigrantes, havia somente ainda cerca de 60 a 80 na colônia de Irati, das quais algumas ainda migraram4.

História

Na festa de Natal de 1929 as famílias evangélico-alemãs de Irati se reuniram para decidir sobre as possibilidades eclesiais para si e seus filhos. Depois do culto festivo, os membros se reuniram e chegaram às seguintes conclusões:
1. a comunidade se filiaria a uma comunidade evangélico-luterana e deveria carregar o nome de Igreja Evangélica Luterana Comunidade de Cristo;

2. esta comunidade deveria estar fundamentada sobre os escritos confessionais da Igreja Evangélica Luterana;

3. Esta comunidade passaria a integrar o Sínodo Evangélico Luterano de Santa Catarina, Paraná e outros Estados;

4. o P. Otto Kuhr, que atendera a comunidade até então, também deveria continuar atendendo a mesma no futuro a cada quarto de ano;

5. a comunidade elegeu uma diretoria, composta pelos senhores Wolff, Heinrich Méier;
6. cada membro deveria contribuir por mês com 1 Milréis;
7. cada pessoa, que desejasse fazer parte da comunidade, deveria declarar-se de acordo com tais premissas;
8. o senhor Wolff deveria realizar cultos de leitura todos os domingos5.

Templos

Na segunda-feira, dia 30 de setembro de 1912, esta comunidade colocou a pedra fundamental para a construção de sua igreja e escola. A celebração teve início às 16 horas com o hino: “Lobe den Herren, dem mächtigen König der Ehren” (Alma, bendize ao Senhor poderoso...). O texto para alocução foi 1 Pe 2.4-5. Depois de cantado o hino: “Ein feste Burg ist unser Gott” (Deus é castelo forte e bom...) foi feita a leitura do documento a ser colocado na urna a ser depositada na pedra fundamental. A celebração findou com oração, bênção e hino6.

Bibliografia

FUGMANN, Wilhelm. Die Deutschen in Paraná. Curitiba: Palacio Avenida, 1929.
EVANG. LUTHER SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN. „Gottes Wort und Luthers Lehr’ Vergehen nun und nimmermehr“ – Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 8. Jahrgang, n. 6, Joinville, dezembro de 1912.
EVANG. LUTHER SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN. Das Wort sie sollen lassen stahn! – Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 24. Jahrgang, n. 3, Joinville, março de 1930.

Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Paróquia Luterana das Araucárias Irati).

PeríodoObreiro/aFonte
1901 – ? David Wiedmer em Comunidade Evangélica de Gonçalves Junior SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg: Ursprung und Gestaltung deutschen evangelis..., p. 305

Notas e fontes

  1. 1. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 33s
  2. 2. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 35.
  3. 3. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 33, 35.
  4. 4. Cf. Wilhelm FUGMANN, Die Deutschen in Paraná, p. 37.
  5. 5. Cf. EVANG. LUTHER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 24. Jahrgang, n. 3, p. 22s.
  6. 6. Cf. EVANG. LUTER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 8. Jahrgang, n. 6, p. 43.