A pedido de Johann Peter Schmitt, nomeado pelo governo inspetor da colônia, os moradores do local e da região se reuniram em uma comunidade. Foi construída uma casa de oração de acordo com condições legais estabelecidas da época e chamado o pastor Klingelhöfer, que já havia estado em Campo Bom
[1].
Assim, inicialmente os colonos evangélicos eram assistidos pastoralmente através de Campo Bom pelo P. Klingelhöfer e Schmidt, até que o P. Haesbaert se estabeleceu em Hamburgo Velho em 1845, assistindo também Bom Jardim e a região (1845-1886)
[2].
Por volta de 1845, a paróquia abrangia as regiões de Bom Jardim, Campo Bom, Estância Velha e Hamburgo Velho
[3]. Interessante é o fato de que cada família era obrigada a levar seus filhos a freqüentar a escola. Em 1851 a primeira escola foi fundada, com o professor Pielke
[4].
O P. Haesbaert era visto como um acolhedor, sendo muito visitado pelos membros da comunidade. Era considerado um pastor que pregava o Evangelho com dedicação, tanto oralmente quanto através de seus escritos. Em 1876 a paróquia era composta por 260 famílias, entre as quais havia de 40 a 50 casamentos mistos. No ano de 1878 foram batizadas 87 crianças, 18 casais abençoados em matrimônio e 28 pessoas sepultadas. O P. Haesbaert se queixava de que, cada vez mais, as pessoas abandonavam a sua fé, o espírito comunitário e pertencimento à Igreja
[5].
Com o desenvolvimento da colônia, vários pastores não ordenados se estabeleceram nas comunidades. Com o tempo, a comunidade de Picada 48 se tornou independente, Dois Irmãos (Baumschneis) passou a ser assistida pastoralmente a partir da paróquia de Campo Bom, através do P. Recke, e duas novas paróquias se formaram, a saber, Linha Nova (Neuschneiss), São José do Hortêncio (Portugieserschneis) e Nova Petrópolis, com 300 famílias
[6].
No ano de 1886 o P. Haesbaert se aposentou após atuar 41 anos na comunidade. A comunidade assumiu sua aposentadoria no valor de 200 Milréis por ano
[7].
Em 1900, a comunidade de Estância Velha se separou de Hamburgo Velho sob o P. Brutschin. Depois da separação, a comunidade de Hamburgo Velho permaneceu com 180 famílias; Novo Hamburgo ficou 55 famílias e Campo Bom com 85 famílias. Neste mesmo ano, foram batizadas 66 crianças, confirmadas 34 crianças, abençoados em matrimônio 12 casais e sepultadas 26 pessoas. No dia 8 de junho de 1903 a comunidade se filiou à Igreja Territorial da Prússia
[8].
Em torno de 1912, a comunidade era composta por 350 famílias com 2500 pessoas. De 10 a 12 de outubro de 1894, ocorreu a assembléia do Sínodo Riograndense em Hamburgo Velho, marcando a história da comunidade
[9]. Em 1926 a comunidade de Novo Hamburgo também se desmembrou de Hamburgo Velho, tornando-se pastorado próprio. Em 1931 a comunidade de Campo Bom se filiou novamente à paróquia de Hamburgo Velho
[10]. Desta forma, a paróquia passou a contar com 271 famílias, somando 1.355 pessoas. No mesmo ano se realizaram 34 batismos, 11 casamentos, 20 sepultamentos e 29 confirmações
[11].
[1] Cf. AEDB (1878), p. 21s.
[2] Cf. Max DEDEKIND,
Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[3] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 75.
[4] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 76.
[5] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 76.
[6] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[7] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[8] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[9] Cf. Max DEDEKIND,
75 Jahre deutsch-evangelischer Diaporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 37.
[10] Cf. Max DEDEKIND,
Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[11] Cf. Ferdinand SCHRÖDER,
Brasilien und Wittenberg, p. 77.