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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Hamburgo Velho

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Hamburgo Velho · Novo Hamburgo – RS

Colônia

A primeira colonização se deu entre 1828 e 1830[1] quando a família Schmitt, de Hessen-Darmstadt, e outros imigrantes do Hunsrück, se estabeleceram na localidade[2]. Um membro dessa família, Johann Peter Schmitt, construiu um pequeno comércio nos anos de 1828 ou 1830 no local, mais tarde chamado de Hamburgerberg[3].


[1] Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diaporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 37.
[2] Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[3] Cf. AEDB (1878), p. 21 e Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38a.

Procedência dos imigrantes

Os primeiros imigrantes vieram de Hessen-Darmstadt e Birkenfeld (Hunsrück)[1].


[1] Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diaporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 37 e AEDB (1878), p. 23; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38a.

História

A pedido de Johann Peter Schmitt, nomeado pelo governo inspetor da colônia, os moradores do local e da região se reuniram em uma comunidade. Foi construída uma casa de oração de acordo com condições legais estabelecidas da época e chamado o pastor Klingelhöfer, que já havia estado em Campo Bom[1].
Assim, inicialmente os colonos evangélicos eram assistidos pastoralmente através de Campo Bom pelo P. Klingelhöfer e Schmidt, até que o P. Haesbaert se estabeleceu em Hamburgo Velho em 1845, assistindo também Bom Jardim e a região (1845-1886)[2].
Por volta de 1845, a paróquia abrangia as regiões de Bom Jardim, Campo Bom, Estância Velha e Hamburgo Velho[3]. Interessante é o fato de que cada família era obrigada a levar seus filhos a freqüentar a escola. Em 1851 a primeira escola foi fundada, com o professor Pielke[4].
O P. Haesbaert era visto como um acolhedor, sendo muito visitado pelos membros da comunidade. Era considerado um pastor que pregava o Evangelho com dedicação, tanto oralmente quanto através de seus escritos. Em 1876 a paróquia era composta por 260 famílias, entre as quais havia de 40 a 50 casamentos mistos. No ano de 1878 foram batizadas 87 crianças, 18 casais abençoados em matrimônio e 28 pessoas sepultadas. O P. Haesbaert se queixava de que, cada vez mais, as pessoas abandonavam a sua fé, o espírito comunitário e pertencimento à Igreja[5].
Com o desenvolvimento da colônia, vários pastores não ordenados se estabeleceram nas comunidades. Com o tempo, a comunidade de Picada 48 se tornou independente, Dois Irmãos (Baumschneis) passou a ser assistida pastoralmente a partir da paróquia de Campo Bom, através do P. Recke, e duas novas paróquias se formaram, a saber, Linha Nova (Neuschneiss), São José do Hortêncio (Portugieserschneis) e Nova Petrópolis, com 300 famílias[6].
No ano de 1886 o P. Haesbaert se aposentou após atuar 41 anos na comunidade. A comunidade assumiu sua aposentadoria no valor de 200 Milréis por ano[7].
Em 1900, a comunidade de Estância Velha se separou de Hamburgo Velho sob o P. Brutschin. Depois da separação, a comunidade de Hamburgo Velho permaneceu com 180 famílias; Novo Hamburgo ficou 55 famílias e Campo Bom com 85 famílias. Neste mesmo ano, foram batizadas 66 crianças, confirmadas 34 crianças, abençoados em matrimônio 12 casais e sepultadas 26 pessoas. No dia 8 de junho de 1903 a comunidade se filiou à Igreja Territorial da Prússia[8].
Em torno de 1912, a comunidade era composta por 350 famílias com 2500 pessoas. De 10 a 12 de outubro de 1894, ocorreu a assembléia do Sínodo Riograndense em Hamburgo Velho, marcando a história da comunidade[9]. Em 1926 a comunidade de Novo Hamburgo também se desmembrou de Hamburgo Velho, tornando-se pastorado próprio. Em 1931 a comunidade de Campo Bom se filiou novamente à paróquia de Hamburgo Velho[10]. Desta forma, a paróquia passou a contar com 271 famílias, somando 1.355 pessoas. No mesmo ano se realizaram 34 batismos, 11 casamentos, 20 sepultamentos e 29 confirmações[11].

[1] Cf. AEDB (1878), p. 21s.
[2] Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[3] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 75.
[4] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 76.
[5] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 76.
[6] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[7] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[8] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 77.
[9] Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diaporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 37.
[10] Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[11] Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 77.

Templos

Na época do senhor Johann Schmitt foi construída uma sala de orações[1]. No ano de 1846 a casa de oração, ameaçada de ruir, foi substituída por uma de alvenaria, em cuja construção Johann Peter Schmitt novamente se destacou pelo apoio[2]. Em 1874, menciona-se que este templo se localizava no alto do morro. Em 1878, menciona-se que o templo era espaçoso e de alvernaria[3]. A construção desta igreja foi finalizada em 1850, sendo reconstruída em 1925 e novamente consagrada em 4 de abril de 1926[4]. A decisão pela ampliação ocorrera seguindo o modelo de ampliação do templo de Lomba Grande[5].


[1] Cf. AEDB, 1878, p. 22.
[2] Cf. AEDB (1878), p. 21s.
[3] Cf. AEDB, 1874, p. 25; AEDB, 1878, p. 19.
[4] Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 38.
[5] Cf. Sonntagsblatt für die evangelischen Gemeinden in Brasilien, 8. Jahrgang, n. 38, p. 187.

Torres

Relógio da torre
A comunidade adquiriu para a torre do templo um relógio, cujo valor era de 3000 Milreis. Os quatro ponteiros do relógio tinham 1,70 m de diâmetro e foram fabricados em Porto Alegre1.

Até dezembro de 1954, a manutenção do relógio da torre foi feita por Adam Klein. Depois disso, foi assumida por Birk[1].


[1] COMUNIDADE EVANGÉLICA DE HAMBURGO VELHO. Dependências da Comunidade. Ata da sessão da Diretoria realizada em 11 de março de 1954. Livro 2, p. 12s.

Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Hamburgo Velho).

Fotos (17)

Notas e fontes

  1. 1. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 47, p. 155-156, 1909