Colônia
Procedência dos imigrantes
Imigrantes provindos da Pomerânia e Renânia3.
História
A comunidade recebeu a visita do P. Dr. Hermann Borchard em 16 de novembro de 1864. Em 14 de março de 1866, o P. Smidt foi instalado nas funções pastorais na comunidade que, na época, compreendia 45 famílias. Mesmo assim, pastores não ordenados continuaram a atuar nas comunidades. Em 1870 o P. Borchard novamente visitou a comunidade. A comunidade também recebeu do Conselho Superior Eclesiástico de Berlim e da Obra Gustavo Adolfo da Alemanha um auxílio no valor de 50 Rthlr4.
Em 1872 a comunidade de Costa da Serra com Vila Germania (Candelária) se separou de Ferraz. O P. Christian Schmidt pediu o envio de outro pastor. Mais tarde, ele se transferiu para Riopardinho, atendendo ainda São João e Sinimbu. Ferraz passou a ser assistida pelo P. Haetinger em 1874 e formou, com Vila Tereza, um novo pastorado. O P. Haetinger foi sucedido pelo P. Falk, que morou em Ferraz até 1885, quando, então, se instalou em Vila Tereza (Vera Cruz). Nesta época, pastores não ordenados passaram a atuar na região. Na comunidade de Picada Formosa, que estava filiada à paróquia de Ferraz, formou uma comunidade batista. O apóstolo desta comunidade percorria a colônia para converter as pessoas e realizava meditações na casa de seu cunhado Strey. Os membros desta comunidade teriam entrado em conflito com P. Falk5. A comunidade evangélica de Ferraz, no então município de Santa Cruz, sofreu com a atuação deste movimento batistas6.
Somente em 1903 a comunidade recebeu um novo pastor através de Dettmar. Na época, a comunidade tinha 165 famílias e o pastor recebia 1.750 Milréis, além de 400-500 Milréis para emolumentos7. Desde 1904 a comunidade se filiou à igreja da Prússia8.
Os cultos eram oficiados todos os domingos, com exceção do terceiro domingo do mês9. Em 1905 uma comunidade Missúri se estalebeleu em Vila Tereza (Vera Cruz), procurando entrar também em Ferraz e prometendo dinheiro para a construção de uma capela em Formosa. Esta Igreja conseguiu conquistar em torno de 10 famílias para si. Por esta época, a comunidade de Ferraz recebeu o auxílio do Conselho Superior Eclesiástico de Berlim no valor de 1.300 Milréis para a construção de uma escola10.
Em 1908 o P. Osterkamp assumiu a paróquia de Ferraz, sendo sucedido pelo P. Bühler. Em 1930 a comunidade era composta por 353 famílias, totalizando 1.589 pessoas. A paróquia de Ferraz compreendia ainda as comunidades de Formosa e Herval do São João. No mesmo ano foram realizados 64 batismos, 11 casamentos, 22 sepultamentos e 54 jovens foram confirmados11.
Templos
Depois de 1864 foi construída uma casa pastoral com salão de oração12. Em 1871, menciona-se que o templo era novo, recém construído. O primeiro templo tinha 50’ de comprimento, 28’ de largura e 19’ de altura13.
Ferraz possuía uma casa pastoral, dois templos e escolas. Ferraz também construiu uma nova igreja, consagrada em 1872. Em 1908 se construiu uma casa escolar e em 1909 a torre da igreja de Ferraz, que recebeu três grandes sinos14.
Quarenta pais de família de Ferraz compraram metade de uma colônia, construíram uma casa pastoral e no ano de 1870 concluíram a construção da bela igreja de alvenaria com uma torre, para o que as demais picadas não precisaram contribuir. As duas comunidade (Ferraz e Vila Tereza?) possuíam igrejas de alvenaria, cuja disposição era simples. O tempo do culto era das 10:00 às 12:00h; apenas em Ferraz a liturgia era cantada pela comunidade e se celebrava todo ano o dia de penitência na terça-feira e no domingo Jubilate. Para os cultos da Páscoa os moradores nativos não participavam, mesmo que fossem freqüentemente convidados15.
No Fachinal havia uma bela igreja católica, a evangélica estava em construção. Para que ela pudesse ser terminada, o imperador da Prússia fez uma contribuição16.
St. Andreas com 22 famílias construiu, com seus próprios meios, uma igreja de alvenaria. St. Johann, com 36 famílias, apesar de toda a carência, terminou a construção de sua bela igreja com grande sacrifício e serviço. Ferraz ainda está ocupada com a construção. O P. Smidt coletou 700 Milréis nas demais colônias, em especial São Leopoldo17.
Torres
Já em 1871 se mencionou que o templo da comunidade de Ferraz possuía uma torre, na ponta da qual havia um torre galo alemão18. Em 1878, menciona-se novamente que o templo possuía torre19.
Em março de 1910 nos é relatado que, junto ao templo, a comunidade quer construir uma torre de 76 pés de altura. Ao lado da escola e casa paroquial, inaugurada em 10 de outubro, aparece o templo, sendo ele um dos mais antigos da redondeza. É notável o fato de que, em pouco tempo, 150 famílias levantaram a soma de 8000 Milreis. Para os 3000 Marcos que ainda faltam a comunidade pedirá auxílio à Alemanha. Para os próximos tempos, a comunidade também pensa em adquirir um harmônio com seus próprios meios financeiros20.
Sinos
Menciona-se em abril de 1911 a existência de três sinos que foram inaugurados em 22 de janeiro, juntamente com a inauguração da torre do templo21.
Bibliografia
AEDS (dezembro 1866).
AEDS, 1871.
AEDB, 1878.
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 48, p. 43, 1910.
AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutscher Ansiedler, Barmen, ano 49, p. 82, 84, 1911.
DEDEKIND, Max. Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika.
DEDEKIND, Max. 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika.
FALK, Gemeinde Ferraz, Parochial Bericht, p. 2. (AHIECLB SR 1/3 061).
GUSTAV ADOLF-KINDERGABE. Kirchen und Kapellen.
SONNTAGSBLATT für die evangelischen Gemeinden in Brasilien, 8. Jahrgang, n. 38, p. 156.
SCHRÖDER, Ferdinand. Brasilien und Wittenberg.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Ferraz).
Fotos (1)
Notas e fontes
- 1. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 54.
- 2. Cf. GUSTAV ADOLF-KINDERGABE. Kirchen und Kapellen, p. 12; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 62.
- 3. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 54; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 62.
- 4. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 136s.
- 5. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 137s.
- 6. Cf. Sonntagsblatt für die evangelischen Gemeinden in Brasilien, 8. Jahrgang, n. 38, p. 156.
- 7. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 138.
- 8. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 54.
- 9. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 138.
- 10. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 138.
- 11. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 139.
- 12. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 62.
- 13. Cf. AEDS, 1871, p. 12.
- 14. Cf. GUSTAV ADOLF-KINDERGABE. Kirchen und Kapellen, p. 12; Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 62.
- 15. Cf. FALK, Gemeinde Ferraz, Parochial Bericht, p. 2. (AHIECLB SR 1/3 061)
- 16. Cf. AEDS (dezembro 1866), p. 8.
- 17. Cf. AEDS (1874), p. 21.
- 18. Cf. AEDS, 1871, p. 12.
- 19. Cf. AEDB, 1878, p. 47.
- 20. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutsche Ansiedler, Barmen, ano 48, p. 43, 1910
- 21. AUS DEN GEMEINDEN. Der Deutscher Ansiedler, Barmen, ano 49, p. 82, 84, 1911