Colônia
A cidade de Teófilo Otoni foi fundada pelo colonizador e político Teófilo Benedito Otoni. Originalmente se denominava Philadelphia e fora fundada com o objetivo de tornar-se sede da autarquia na expansão no norte de Minas Gerais[1].
Os primeiros imigrantes vieram em 06/11/1856. Um nova onda imigratória ocorreu em 1868.[2]
Entre os imigrantes havia muitos evangélicos. Doenças, confronto com indígenas, má organização da colonização levou a que muitos colonos abandonassem cedo a região. Em 1862 ocorreria uma segunda onda imigratória na região. Neste ano, nove após a fundação da cidade, havia dois núcleos coloniais: no baixo Mucuri, Bahia, e na região da cidade de Teófilo Otoni[3].
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[1] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67.
[2] Cf. Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 8.
[3] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67.
Procedência dos imigrantes
A colonização se deu como imigrantes da Alemanha, Holanda, Bélgica, França e Portugal. A segunda onda de imigrantes era originária especialmente da Saxônia, Baden-Baden, Württemberg, Renânia, Holstein, Hamburgo, Hannover, Alsácia, Suíça, Bélgica, Holanda, França e Inglaterra[1].
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[1] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67. Veja também Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 8.
História
A Comunidade foi fundada em 1862.[1]
Por ocasião da fundação da comunidade evangélica, o número destes era de 270, superior ao número de católicos[2].
Através do pedido dos evangélicos ao Ministro da Agricultura, o governo contratou o P. Johann Leonhard Hollerbach[3].
Os colonos que viviam distantes de si cerca de 50 léguas (cada légua = 6 Km), particularmente os que viviam em São Salvador, São Félix e Leopoldina no Estado da Bahia (os quais foram os primeiros colonos alemães a se fixar no Brasil em 1818) eram assistidos pelo pastor Hollerbach[4].
Segundo Dörr, a procedência de diversas Igrejas tais como luterana-unificada, reformada, os diversos dialetos, as enormes distâncias e os meios precaríssimos em servir a todos, influiu decisivamente para que a Comunidade fôsse prejudicada pelo sincretismo baiano e catolicismo mineiro. Havia dificuldade até mesmo na escôlha dos hinários e na forma dos cultos, bem como na escôlha do catecismo. Cada um queria ser servido como o fôra na sua terra natal. Dificuldades políticas do fundador de Philadelphia e rumores sôbre um clima insurportavel e péssimos fatores de desenvolvimento econômico impediram a vinda de novos emigrantes de tal maneira qe a próxima corrente emigratória só se verificou no corrente século, depois da 1.ª guerra mundial[5].
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[1] SÍNODO EVANGÉLICO DO BRASIL CENTRAL; Resumo dos relatórios paroquiais relativo ao ano de 1957 (AHIECLB - SBC 4/1)
[2] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67.
[3] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67.
[4] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 68.
[5] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 68.
Templos
A 1ª igrejinha (Kirchlein) foi construída de madeira, em 1863, mas 6 anos depois, já havia sido destruída pelas formigas[1].
O 2º templo foi inaugurado em 14/06/1868[2].
Quando o P. Hollerbach chegou, encontrou uma capela provisória. Depois de alguns anos esta capela foi substituída por um templo novo o qual, mais tarde recebeu torre e sinos, vindo a servir como local de celebração por 75 anos. Quando do centenário da cidade, em 1953, foi inaugurado o novo templo (Martin Luther)[3].
Durante a Segunda Guerra Mundial, o templo foi demolido, os sinos roubados e o arquivo queimado. Muitos membros se transferiram para outras igrejas. Um novo templo precisou ser construído depois da guerra[4]
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[1] Cf. Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 9.
[2] Cf. Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 9.
[3] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 67.
[4] Cf. Walter DÖRR, Breve Histórico da Comunidade de Teófilo Otoni, p. 68.
Sinos
Menciona-se que o 2º templo (1868) possuía sino[1].
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[1] Cf. Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 9.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Teófilo Otoni).
Fotos (11)
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Construção da Igreja da Praça Germânica
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Lançamento da Pedra Fundamental
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Lançamento da Pedra Fundamental
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Lançamento da Pedra Fundamental Martin Luther
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Construção da Igreja Martin Luther
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Construção da Igreja Martin Luther
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Construção da Igreja Martin Luther
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Igreja de Praça Germânica
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Igreja de Praça Germânica depredada após a Segunda Guerra Mundial
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Igreja Martin Luther