Colônia
Nos anos de 1921 e 1922 chegaram os primeiros imigrantes que fundaram a maior colônia alemã de São Paulo. Em sua maioria, eles vinham do Rio Grande do Sul e, por isso, a colônia foi assim denominada1.
Procedência dos imigrantes
Os imigrantes eram de origem alemã, que já haviam se estabelecido no Rio Grande do Sul, além de outros imigrantes que vieram de Lüneburger-Heide2.
História
Inicialmente, o P. Wrede atendia a recém-formada colônia, estabelecendo-se nela juntamente com alguns colonos do Espírito Santo em setembro de 1924. Na casa pastoral foi realizado o primeiro culto em 28 de setembro do mesmo ano. Com o tempo, o P. Wrede foi reunindo outras comunidades, como a de Taruman. No dia 28 de dezembro de 1924 a comunidade foi fundada com 28 membros. Em 1939 o P. Wrede se aposentou, voltando à Alemanha3.
Com a saída do P. Wrede, a comunidade passou a ser atendida pelas comunidades vizinhas de Rolândia e Presidente Venceslau, através dos pastores Zischler e Mehler, até que em 1947 o P. Mehler se estabeleceu na colônia. Além dos cultos normais, realizava-se o culto infantil. Depois da guerra fundou-se o grupo de senhoras da comunidade, dirigida pela esposa do Pastor, além de um grupo de jovens4.
Com a saída do P. Wrede, a comunidade passou a ser atendida pelas comunidades vizinhas de Rolândia e Presidente Venceslau, através dos pastores Zischler e Mehler, até que em 1947 o P. Mehler se estabeleceu na colônia. Além dos cultos normais, realizava-se o culto infantil. Depois da guerra fundou-se o grupo de senhoras da comunidade, dirigida pela esposa do Pastor, além de um grupo de jovens4.
Templos
Depois de longas lutas e brigas, finalmente alguns homens iniciaram a construção da igreja da comunidade de Riograndense. No dia 7 de dezembro a mesma pôde ser inaugurada e recebeu o nome de “Igreja de Cristo”. O P. Striffler, pastor vizinho, que durante as férias do pastor local atendeu a comunidade, se deixou desanimar pela longa viagem que teve de fazer de Presidente Wenzeslau, viajando 280 km de trem mais 50km de carro até a comunidade. Por causa da chuva, que amolecia a terra roxa, comum no local, muito ficaram impossibilitados de participar da festa5.
A comemoração teve início com o hino “Tut mir auf die schöne Pforte”. A seguir, o mestre da obra da igreja, senhor Friedrich D., entregou as chaves da igreja com algumas palavras ao pastor local, que abriu a igreja em nome de Deus. Carregando a Bíblia e os utensílios da Ceia, que vindos de Hannover, os pastores se dirigiram ao altar e a comunidade se reuniu em sua nova igreja. O coral misto cantou “Preis und Anbetung sei unserm Gott”. A seguir, a comunidade cantou “Macht hoch die Tür, die Tor’ macht weit”. A seguir, proferiu-se o discurso de consagração, baseado no Sl. 84. Nele foi lembrado que a comunidade pôde inaugurar sua igreja no ano de jubileu da Reforma e a comunidade, por sua vez, foi lembrada a permanecer fiel aos pais reformadores na pura palavra e na confissão da igreja luterana. Embora a igreja seja pequena, ela encontra forças nas palavras daquele que disse “minha força se aperfeiçoa na fraqueza!”. A seguir, a comunidade cantou o hino luterano “Ein feste Burg ist unser Gott”. Seguindo a liturgia, o P. Striffler proferiu a prédica, baseado em Mt 28.20, lembrando que ao Senhor foi dado todo o poder no céu e na terra, àquele que se abaixou até nós e quer estender a mão aos pequenos e menores, que nos salvou e que nos quer glorificar para a eternidade. Ele vem a nós em sua Palavra. A seguir, o coral cantou o hino composto por Bach “Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren!” e a comunidade cantou “Nun danket alle Gott”6.
Em 1930 foi construída a igreja da comunidade. No mesmo terreno onde foi construída a igreja, construiu-se o cemitério da comunidade em 1934. Em 1947 foi construída a casa pastoral. Em 1953 construiu-se um muro de pedra ao redor do cemitério. Em 1954 construiu-se também uma casa para os zeladores da igreja e do cemitério7.
A comemoração teve início com o hino “Tut mir auf die schöne Pforte”. A seguir, o mestre da obra da igreja, senhor Friedrich D., entregou as chaves da igreja com algumas palavras ao pastor local, que abriu a igreja em nome de Deus. Carregando a Bíblia e os utensílios da Ceia, que vindos de Hannover, os pastores se dirigiram ao altar e a comunidade se reuniu em sua nova igreja. O coral misto cantou “Preis und Anbetung sei unserm Gott”. A seguir, a comunidade cantou “Macht hoch die Tür, die Tor’ macht weit”. A seguir, proferiu-se o discurso de consagração, baseado no Sl. 84. Nele foi lembrado que a comunidade pôde inaugurar sua igreja no ano de jubileu da Reforma e a comunidade, por sua vez, foi lembrada a permanecer fiel aos pais reformadores na pura palavra e na confissão da igreja luterana. Embora a igreja seja pequena, ela encontra forças nas palavras daquele que disse “minha força se aperfeiçoa na fraqueza!”. A seguir, a comunidade cantou o hino luterano “Ein feste Burg ist unser Gott”. Seguindo a liturgia, o P. Striffler proferiu a prédica, baseado em Mt 28.20, lembrando que ao Senhor foi dado todo o poder no céu e na terra, àquele que se abaixou até nós e quer estender a mão aos pequenos e menores, que nos salvou e que nos quer glorificar para a eternidade. Ele vem a nós em sua Palavra. A seguir, o coral cantou o hino composto por Bach “Lobe den Herren, den mächtigen König der Ehren!” e a comunidade cantou “Nun danket alle Gott”6.
Em 1930 foi construída a igreja da comunidade. No mesmo terreno onde foi construída a igreja, construiu-se o cemitério da comunidade em 1934. Em 1947 foi construída a casa pastoral. Em 1953 construiu-se um muro de pedra ao redor do cemitério. Em 1954 construiu-se também uma casa para os zeladores da igreja e do cemitério7.
Bibliografia
LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955. São Leopoldo: Rotermund & Co, [1955].
EVANG. LUTHER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Das Wort sie sollen lassen stahn! – Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 25. Jahrgang, n. 4, Joinville, abril de 1931.
EVANG. LUTHER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Das Wort sie sollen lassen stahn! – Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 25. Jahrgang, n. 4, Joinville, abril de 1931.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Assis).
| Período | Obreiro/a | Fonte |
|---|---|---|
| 1924 – 1939 | Heinrich Wrede em Comunidade Evangélica de Assis | LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN. Lutherische Kirche in Brasilien. Festschrift zum 50-jáhri... |
| 1939 – 1947 | Hans Zischler em Comunidade Evangélica de Assis Atendeu a comunidade a partir da <a href="http://www.ieclbhistoria.org.br/home/index.php?option=com_content&task=view&id=2183&Itemid=40">comunidade de Rolândia</a> onde atuava. | LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN. Lutherische Kirche in Brasilien. Festschrift zum 50-jáhri... |
| 1939 – 1947 | Karl Mehler em Comunidade Evangélica de Assis Atendeu a comunidade a partir da <a href="http://www.ieclbhistoria.org.br/home/index.php?option=com_content&task=view&id=2181&Itemid=40">comunidade de Presidente Venceslau</a>. | LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN. Lutherische Kirche in Brasilien. Festschrift zum 50-jáhri... |
| 1947 – ? | Karl Mehler em Comunidade Evangélica de Assis Residente na comunidade. | LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN. Lutherische Kirche in Brasilien. Festschrift zum 50-jáhri... |
Notas e fontes
- 1. Cf. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955, p. 169.
- 2. Cf. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955, p. 169.
- 3. Cf. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955, p. 169.
- 4. Cf. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955, p. 170.
- 5. Cf. EVANG. LUTHER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 25. Jahrgang, n. 4, p. 28.
- 6. Cf. EVANG. LUTHER. SYNODE VON SANTA CATHARINA, PARANÁ U. ANDERN STAATEN, Evang. Lutherisches Gemeindeblatt, 25. Jahrgang, n. 4, p. 28.
- 7. Cf. LUTHERISCHE KIRCHE IN BRASILIEN, Lutherische Kirche in Brasilien, Festschrift zum 50-jährigen Bestehen der lutherischen Synode am 9. Oktober 1955, p. 169s.