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IECLB História Acervo histórico da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil

Comunidade

Comunidade Evangélica de Belo Horizonte

Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Belo Horizonte · Belo Horizonte – MG

Colônia

A cidade de Belo Horizonte foi fundada em 1897[1].

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[1] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 63. E veja também Max DEDEKIND, [Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika], [1932], p. 7.


História

Antes da Primeira Guerra Mundial, o número de famílias alemãs era pequeno. Nos anos seguintes, após a chegada de mais famílias, pôde-se falar da existência de uma pequena colônia de teuto-austríacos na cidade. Em 1912 ocorreu a primeira visita de um pastor. A partir então, através da atuação itinerante, os evangélicos foram assistidos pelos pastores de Juiz de Fora que também assistiam os evangélicos nas Colônias de João Pinheiro, David Campista e Raul Soares[1]. Em 1915 a comunidade pôde inaugurar a casa paroquial[2].

Uma pequena comunidade de Belo Horizonte foi propriamente constituída em 25 de janeiro de 1933 através do P. Viktor Schwaner. Em princípio, a comunidade seria assistida pastoralmente pelo P. de Juiz de Fora. Contudo, com o P. Walter Schlupp, chegado ainda em 1933, a comunidade teria o seu primeiro pastor próprio. A história inicial da comunidade se caracterizou por dificuldades devido ao conflito com os luteranos missurianos que também procuravam consolidar seu trabalho na cidade[3].

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, a vida comunitária teve um final. A polícia ocupou a "Casa Alemã" sendo o pastor e a maioria dos alemães presos. Dinheiro doado por membros da comunidade, amigos e pela Associação Gustavo Adolfo que se encontravam depositados em banco foi confiscado. O mesmmo seria devolvido somente após dez anos, contudo, a inflação havia corroído o seu valor[4].

Em 27 de janeiro de 1946, sob denominação de "Comunidade Evangélica de Belo Horizonte" esta pôde ser fundada novamente com 50 famílias. A reconstrução da comunidade foi lendo e difícil devido ao choque traumático a que a mesma havia sido colocado sob circunstâncias da guerra. Um impulso decisivo para o fortalecimento da comunidade ocorreu quando em 1953 a empresa Mannesmann instalou uma fábrica de canos na cidade. Em decorrência disso, o número de membros da comunidade duplicou. O pastor recebeu a função de professor de língua na firma. Pelo fato de se tratar de alemães do reino que não se fixavam em definitivo na cidade, ressalta-se, em 1962, que não se podia falar de uma tradição comunitária propriamente dita[5].

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[1] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 63.
[2] Cf. Jahresbericht der Deutsch-Evangelischen Gemeinde zu Juiz de Fóra für das Jahr 1933, Juiz e Fora : Typ. Brasil, 1934, p. 3. (AHIECLB - SBC 20/6)
[3] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 63; Jahresbericht der Deutsch-Evangelischen Gemeinde zu Juiz de Fóra für das Jahr 1932, Juiz e Fora : Typographia Brasil, 1933, p. 11s., 25. (AHIECLB - SBC 20/5); Jahresbericht der Deutsch-Evangelischen Gemeinde zu Juiz de Fóra für das Jahr 1940, Juiz e Fora : Typ. Brasil, 1941, p. 3. (AHIECLB - SBC 20/11). Veja também SÍNODO EVANGÉLICO DO BRASIL CENTRAL; Resumo dos relatórios paroquiais relativo ao ano de 1957 (AHIECLB - SBC 4/1)
[4] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 64.
[5] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 64.


Templos

No início, as aulas e os cultos ocorriam numa casa alugada[1]. Em 1939 a comunidade adquiriu um terreno para a construção de um templo. O terreno, contudo, teve de ser vendido no ano seguinte por falta de recursos para a construção do templo[2].

Em decorrência da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, a "Casa Alemã", acabou sendo confiscada pelo exército. Depois do fim da guerra, após vários processos judiciais, a mesma continuou de posse do exército sem ser ressarcida. Por iniciativa da senhora Luise Griese que se engajou em favor do recolhimento de ofertas, finalemente pôde ser adquirido um terreno de 650 metros quadrados, onde, em 3 de setembro de 1961, pôde ser colocada a pedra fundamental para a construção de um templo com casa paroquial e moradia pastoral. A inauguração do templo ocorreria em 16 de setembro de 1962. Até então, durante 14 anos, a comunidade presbiteriana disponibilizou seu templo para celebração de cultos comunitários[3].


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[1] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 63.
[2] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 64.
[3] Cf. [Viktor] SCHWANER, Die evangelische Gemeinde in Belo Horizonte, p. 64.


Obreiros e obreiras

Que atuaram na paróquia (Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Belo Horizonte).