Colônia
A decisão pela fundação da colônia Santo Angelo ocorreu em 30 de novembro de 1857. O primeiro diretor da mesma foi Floriano Zorowski. Em 1º de novembro de 1857, chegaram os primeiros imigrantes alemães à colônia, em número de 1171.
A fundação foi solenemente realizada pelo presidente da província, Senador Angelo Moniz de Silva Ferraz, vindo de Cachoeira. A colônia contava com cinco picadas principais: Picada do Rio, Morro Pelado, Teutônia, Picada do Campo e Paraíso. Em 1866, um número aproximado de 200 famílias evangélico-alemãs se instalou na região fundando uma comunidade, que seria assistida pastoralmente por certo Stricker, um guarda de trens e florestal2.
Procedência dos imigrantes
Os imigrantes que se instalaram na região provinham principalmente da Renânia e Pomerânia. Em 1859 era a seguinte a configuração da população por origem geográfica: 47 brasileiros, 176 da Prússia, 38 da Baviera, 2 de Hannover, 13 da Saxônia, 4 de Nassau, 31 de Hessen, 14 de Baden, 5 de Holstein, 14 de Schwarzburg, 1 de Braunschweig, 24 de Oldenburg, 8 de cidades livres, além de 3 franceses, 9 holandeses, 8 belgas e 3 suíços3.
História
A comunidade foi fundada em 1866. Entretanto, já anteriormente o Barão de Kahlden e uma parte da comunidade haviam se dirigido ao P. Borchard solicitando um pastor. Durante o período inicial, certo Stricker, de Elberfeld, atuava como pastor na comunidade. O P. Borchard visitou a colônia em 1867. Na época ela abrangia as Picadas Jacuí (Picada do Rio), Serro Pellado, Teutônia e Paraíso. Cedo, a comunidade decidiu contribuir com 5 Milréis por família para que se pudesse construir uma casa pastoral4.
Em janeiro de 1869 o P. Falk passou a assistir Agudo, que abrangia as filiais Paraíso e Picada do Rio. Uma casa pastoral havia sido comprada no Morro Pellado ou Agudo. Entretanto, como a comunidade deixou de pagar o salário do pastor, este se transferiu para Paraíso em 1870. A partir de uma decisão da comunidade, ele ficou proibido de atender Agudo sob pena de ter de pagar uma multa de 10 Milréis. A carta do Conselho Sinodal, pedindo entendimento mútuo, foi rasgada e pisada. A comunidade também não queria construir uma casa, mas se disponibilizou a construir uma cabana. Quando a comunidade de Paraíso também não queria mais pagar o pastor, este a abandonou em 23 de setembro de 1871, com autorização do Sínodo. Em novembro de 1874 chegou o P. Tüsmann, atuando nas comunidades de Agudo, Morro Pellado, Teutônia e Campo e Picada do Rio. O. P. Tüsmann foi sucedido pelo P. Becker, que permaneceu apenas meio ano na comunidade. Com sua saída, o P. Schäfer assumiu a comunidade. Ele a deixou, sem nunca mais voltar, sendo sucedido pelo P. Heinrich Gauss, que atendeu a mesma por 5 anos5.
Em 1894 o Sínodo enviou o P. Naumann à comunidade, sob o qual a mesma se expandiu, surgindo filiais como Formosa e Trombudo, Linha Avila, São Miguel e Böhmertal. Em 1898 o P. Dettman assumiu o pastorado, sucedido pelo P. Schreiner6.
Muitos membros não queriam contribuir na construção da igreja. Assim, ficou decidido que essas pessoas não teriam direito aos ofícios ministrados pelo pastor. Em conseqüência disso, essas pessoas passaram a ser assistidas por um pastor não ordenado. Em 1930 a comunidade compreendia 483 famílias com 3.213 membros. No mesmo ano se realizaram 113 batismos, 31 casamentos, 14 sepultamentos e 94 confirmações7.
Templos
Sinos
Os três sinos foram consagrados em 10 de junho de 192210.
Obreiros e obreiras
Que atuaram na paróquia (Comunidade Evangélica de Confissão Luterana em Agudo).
Fotos (7)
Notas e fontes
- 1. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 148.
- 2. Cf. Max DEDEKIND, 75 Jahre deutsch-evangelischer Diasporaarbeit in Nord u. Südamerika, p. 51.
- 3. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 149.
- 4. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 149s.
- 5. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p.150s.
- 6. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 151.
- 7. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 152.
- 8. Cf. Ferdinand SCHRÖDER, Brasilien und Wittenberg, p. 153.
- 9. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 67.
- 10. Cf. Max DEDEKIND, Die geschichtlichen und statistischen Vermerke über deutschen evang. Gemeinde in Südamerika, p. 67.